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Apuração oficial ratifica vitória nas urnas de Enrique Peña Nieto

Cidade do México, 4 jul (EFE).- A apuração oficial das eleições mexicanas de domingo, que começou nesta quarta-feira em meio a novas garantias para assegurar a transparência do processo, vai confirmando uma folgada vitória de Enrique Peña Nieto, o candidato presidencial do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

O cômputo oficial dos votos para o pleito presidencial e legislativo começou a partir das 8h locais (10h de Brasília) e deve ser totalmente concluído no próximo domingo, mas os dados da eleição presidencial devem estar prontos por volta das 9h ou 10h locais desta quinta-feira (11h ou 12h de Brasília).

Até 15h02 locais desta quarta-feira (17h02 de Brasília), o Instituto Federal Eleitoral (IFE) já havia registrado 54,39% das mesas de votação, com dados próximos aos preliminares divulgados na segunda-feira passada.

Segundo esse cômputo oficial, Peña Nieto acumulava 38,96% dos votos, seguido pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), com 30,70%. Na sequência ficaram a política governista Josefina Vázquez Mota, com 25,63%, do Partido Ação Nacional (PAN).

Após a apuração dos votos para presidente que se realizava nesta quarta-feira, nesta quinta começará a contagem dos votos para designar senadores e depois para deputados federais, em processo que se espera concluído para o próximo domingo.

Ao dar início à operação, o secretário-executivo do Instituto Federal Eleitoral (IFE), Edmundo Jacobo Molina, informou que os 300 distritos eleitorais já tinham começado seus trabalhos para dar ‘certeza e legalidade’ aos cômputos dos votos de domingo.

Deste processo sairão os resultados oficiais, pendentes de possíveis impugnações nos tribunais eleitorais, e incluirão a apuração de sufrágios que for necessário por uma série de condições fixadas nas normas eleitorais.

Os dados preliminares da votação, anunciados na segunda-feira passada, deram a vitória a Peña Nieto, com 38,14% dos votos.

López Obrador, que ficou em segundo lugar nesse dado preliminar, com 31,64% dos votos, exigiu nesta terça-feira que o IFE fizesse uma recontagem total, mas a decisão ficou nas mãos dos respectivos distritos eleitorais, que deverão determinar em que casos é necessário.

O IFE, no entanto, recomendou aos conselhos eleitorais dos distritos ‘propiciar uma maior interpretação (das normas eleitorais), com maiores garantias’, para proceder com a apuração de votos.

O cômputo oficial é feito a partir da informação gerada pelas urnas de votação, mas existe a possibilidade de que haja uma apuração de sufrágios em casos específicos.

O IFE informou nesta quarta-feira que será necessário recontar 54,5% dos votos depositados para a eleição presidencial, 61,3% dos sufrágios para designar senadores e 60,3% da votação para deputados.

Essa apuração é muito superior aos cálculos iniciais divulgados nesta terça-feira, quando as autoridades eleitorais previam que um terço dos votos poderia ser contado novamente.

‘Trata-se do exercício de maior abertura, transparência e máxima publicidade na história eleitoral do país’, afirmou o secretário-executivo do IFE.

Essa apuração ocorre tanto por condições fixadas na lei, como uma diferença igual ou menor a 1% entre o primeiro e segundo lugar, como por inconsistências que possa haver nas urnas de votação.

No início da contagem oficial nesta quarta-feira, o presidente do IFE, Leonardo Valdés, informou que o organismo respalda a apuração ‘apenas quando houver fundamento legal para isso’.

O conselheiro do IFE Alfredo Figueroa disse que o organismo ‘enfrenta hoje uma das tarefas mais complexas que tem neste processo eleitoral’.

Figueroa fez votos para que o processo iniciado nesta quarta-feira ‘não deixe uma só dúvida sobre qual foi a vontade do eleitor e, deste modo, resolver qualquer tipo de controvérsia vinculada ao acontecido na jornada eleitoral’. EFE