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Aprovação da reforma da Previdência não encerra protestos

Guerra dos combustíveis continua, com ocupação de refinarias e greve nos postos de gasolina

A aprovação da reforma no sistema de aposentadorias pelo Senado da França, na última sexta-feira, não encerrou os protestos. Neste sábado, o país enfrentou mais um capítulo da batalha dos combustíveis, com paralisações e ocupação de refinarias e postos de gasolina, apesar do início das férias escolares. O oeste do país e a região de Paris são as zonas mais afetadas pela falta de combustíveis, segundo as autoridades.

Já votado pela Assembleia Nacional, o projeto de lei da reforma da Previdência está no epicentro da maior crise do governo do presidente Nicolas Sarkozy. O texto passou pelos senadores (177 votos a favor e 153 contra) e sua aprovação definitiva deve acontecer na quarta-feira. A reforma vai aumentar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, e a idade para o recebimento da aposentadoria integral de 65 para 67 anos.

Segundo o governo, essas medidas são indispensáveis para a preservação do sistema previdenciário, no qual as pensões são financiadas pelos trabalhadores na ativa, em meio ao aumento da expectativa de vida. As necessidades de financiamento do sistema sem uma reforma seriam de quase 44 bilhões de euros até 2018, segundo especialistas.

Desde o início do semestre, os sindicatos e jovens mantêm a pressão contra a reforma, e a partir de setembro a mobilização aumentou. Novos protestos foram convocados para os dias 28 de outubro e 6 de novembro, apoiados por dois em cada três franceses (69%), segunda pesquisa BVA. Desde a terça-feira passada, jovens e estudantes se manifestam por todo o país, sob a liderança da União Nacional de Estudantes da França (UNEF), apesar das férias escolares.

As convocações de greves prosseguem principalmente nos setores estratégicos da energia, com 12 refinarias da França paralisadas e depósitos de petróleo bloqueados, provocando escassez de combustíveis em postos de gasolina e uma desaceleração das atividades de alguns setores da economia.

(Com AFP)