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Após trocas de ataques, Trump diz que Irã ‘pediu’ encontro na terça; Teerã nega reunião 

Declaração do presidente americano segue acusações, nos últimos dias, sobre violações do cessar-fogo

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jun 2026, 10h17
Após trocas de ataques, Trump diz que Irã ‘pediu’ encontro na terça; Teerã nega reunião  Priorizar nos meus resultados Google

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA se reunirão com o Irã em Doha na terça-feira.

“O IRÃ SOLICITOU UMA REUNIÃO. ELA OCORRERÁ AMANHÃ EM DOHA!”, publicou ele na Truth Social na manhã de segunda-feira. O Catar atua como mediador, juntamente com o Paquistão, nas negociações entre os dois países com o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Kazem Gharibabadi, o principal negociador do Irã, havia dito anteriormente a repórteres que nenhuma reunião de grupos de trabalho técnicos estava agendada para esta semana para discutir a implementação de um acordo.

+ Após escalada de ataques, EUA e Irã concordam em suspender disparos e renovar negociações

Segundo o portal de notícias americano Axios, as negociações em Doha teriam objetivo de solucionar as disputas sobre o Estreito de Ormuz, por onde, em um período normal, trafega quase 20% da produção global de combustíveis. A nevrálgica rota marítima foi reaberta na semana passada, depois de permanecer fechada pelo Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, em retaliação aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. A paralisação da navegação afetou os mercados globais com a disparada do petróleo, que ficou por meses acima de US$ 100.

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A declaração de Trump se dá pouco depois de Washington e Teerã concordarem em suspender trocas de ataques, após acusações, nos últimos dias, sobre violações do cessar-fogo – uma escalada das hostilidades que colocou em risco o memorando de entendimento assinado há cerca de dez dias.

“As discussões técnicas estão programadas para continuar sobre todas as áreas do memorando de entendimento”, informou a fonte do governo americano às agências de notícias Reuters e AFP em um e-mail. “As partes vão recuar no momento e os navios poderão transitar livremente” pelo Estreito de Ormuz, acrescentou.

Disputas sobre o estreito

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, voltou a afirmar no domingo que apenas o Irã é “responsável” pela gestão do estreito, ecoando afirmações de outras autoridades do país. Ele advertiu que adotar medidas diferentes “levará apenas a situações mais complicadas e a atrasos na reabertura do Estreito de Ormuz”.

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O Irã não gostou do anúncio de Omã de uma rota próxima à sua costa, apresentada como uma iniciativa coordenada com uma agência das Nações Unidas responsável pela segurança marítima. Dezenas de embarcações utilizaram a rota durante a semana passada.

Teerã permitiu a passagem por um único corredor próximo à sua costa, mas ameaçou atacar qualquer navio que viole suas condições. Desde a última quinta-feira, dois navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida nesta passagem marítima, incidentes que o governo dos Estados Unidos atribuiu à Guarda Revolucionária Islâmica e ao qual respondeu com bombardeios contra a nação persa.

Na madrugada de domingo, a guarda anunciou o lançamento de mísseis e drones em direção ao Kuwait e ao Bahrein.

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O imbróglio do Líbano

Israel prosseguiu com os ataques ao Líbano no domingo, apesar da assinatura, dois dias antes, de um acordo que visa uma “paz duradoura” entre os dois países, conforme anunciado em Washington.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram em comunicado que o Exército israelense destruiu um longo túnel construído no sul libanês pelo Hezbollah, milícia xiita aliada do Irã.

“O túnel, com mais de 200 metros de comprimento e mais de 25 metros de profundidade, continha centenas de armas, assim como vários poços de lançamento destinados a atacar o Estado de Israel e seus civis”, afirma o comunicado.

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O Ministério da Saúde do Líbano informou que duas pessoas ficaram feridas depois que “o inimigo israelense” lançou uma granada em um local no sul do país, de onde tropas israelenses deveriam se retirar, segundo os termos acordados. O pacto também balançou quando o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, afirmou no domingo que o texto “não será adotado”, por considerar que não garante os direitos de seu país. (O documento condiciona a retirada das forças de Israel ao desarmamento do Hezbollah, uma exigência antiga que Beirute nunca conseguiu implementar.)

Nesta segunda, após os novos ataques israelenses, o Hezbollah declarou em comunicado que se reservava o direito à autodefesa. A escalada das tensões por lá também afeta as negociações entre Estados Unidos e Irã, uma vez, que os aiatolás insistiram em incluir no memorando de entendimento a exigência do fim de todas as frentes de batalha, incluindo no Líbano.

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