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Após sanções, Pyongyang promete ampliar poder nuclear

Regime norte-coreano anuncia a intenção de expandir a capacidade militar do país e decreta o fim das negociações para encerrar o seu programa nuclear

Por Da Redação - 23 jan 2013, 01h21

A Coreia do Norte reagiu em tom de ameaça à ampliação das sanções da ONU contra o país, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança do órgão na noite de terça-feira. Em um comunicado divulgado na manhã de quarta pela agência oficial do regime, Pyongyang promete expandir e ampliar a sua capacidade militar e o seu poder nuclear. Além disso, o governo do país também anunciou o fim das negociações – estagnadas há quatro anos – para encerrar o seu programa atômico.

Apoiada até pela China, uma das únicas aliadas do regime norte-coreano, a nova resolução aprovada pela ONU condena o lançamento do foguete de longo alcance no mês passado e determina o congelamento dos ativos da agência espacial do país asiático.

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Na nota publicada pela agência estatal KCNA nesta quarta, o regime norte-coreano avisa que “produzirá ações para fortalecer a capacidade de defesa militar, incluindo a intimidação nuclear”. Segundo analistas sul-coreanos citados pela agência Yonhap, esse comentário pode abrir as portas para novos testes nucleares por parte da Coreia do Norte, após os realizados em 2006 e 2009.

Fim das negociações – Assinado pelo ministro das Relações Exteriores norte-coreano, o comunicado também informa que não haverá mais negociações sobre o fim do programa nuclear do país. “Devido à piora da política hostil dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, as conversas de seis lados e a declaração conjunta de 19 de setembro são declaradas nulas, e a desnuclearização da península chegou a seu fim”.

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Apesar do tom grave do porta-voz norte-coreano, as chamadas conversas de seis lados – que envolviam as duas Coreias, EUA, China, Japão e Rússia -, uma tentativa de acordo para encerrar as pretensões atômicas de Pyongyang, estavam congeladas desde 2008. Na época, o regime do então ditador Kim Jong-il resolveu se retirar da mesa de negociações após novas sanções da ONU contra o país, aprovadas pelo mesmo motivo da nova resolução: a insistência de Pyongyang em realizar testes com mísseis.

(Com agência EFE)

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