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Após rumores sobre morte, Fidel Castro dá ‘sinal de vida’

Governo divulgou uma mensagem do ex-ditador, que não aparece desde março deste ano e parou de escrever artigos para o jornal oficial há quatro meses

Por Da Redação 18 out 2012, 03h27

Menos de uma semana depois de uma enxurrada de rumores nas redes sociais sobre seu estado de saúde e sua possível morte, o ex-ditador cubano Fidel Castro deu um “sinal de vida” nesta quarta-feira ao enviar uma mensagem a estudantes cubanos divulgada pelos meios de comunicação estatais.

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A mensagem, uma felicitação aos formandos do Instituto de Ciencias Básicas e Preclínicas Victoria de Girón, localizado em Havana, foi lida pelo ministro da Saúde Pública, Roberto Morales. A notícia foi veiculada pela televisão estatal e pelo jornal oficial do regime comunista, o Granma.

Afastado do poder desde 2006 por causa de problemas de saúde, o ditador de pijama lembra no texto a abertura do instituto em 17 de outubro de 1962, após um êxodo de quase seis mil médicos da ilha para os Estados Unidos. “O instituto marcou o início da formação em massa de médicos e logo depois da inauguração do curso vieram os perigosos dias da crise de outubro e a escola, com seus alunos, após um breve e intenso treinamento, se transformou em uma forte unidade de fogo antiaéreo”, afirma Fidel na mensagem.

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Suspeitas – Aos 86 anos, o fundador do regime comunista anda mais ausente do que nunca da vida pública, o que tem provocado suspeitas sobre seu estado de saúde ou mesmo sua morte – o que o governo cubano nega. Há quase quatro meses, Fidel deixou de publicar suas famosas “Reflexões”, os artigos que começou a escrever durante sua convalescença.

Tradicionalmente longos e enfadonhos como os discursos do ditador, os textos foram minguando. As últimas edições têm duração de um parágrafo e conteúdo improvável para o ex-líder revolucionário convertido em tirano. Um artigo, por exemplo, falava dos benefícios da prática da ioga: “Os iogues fazem coisas com o corpo humano que escapam à nossa imaginação. Estão ali, diante dos nossos olhos, por meio de imagens que nos chegam instantaneamente a partir de enormes distâncias, por meio da Passagem ao Desconhecido”.

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No último texto, chamado O universo e sua Expansão, Fidel escreveu: “Respeito todas as religiões embora não as compartilhe. Os seres humanos buscam uma explicação para sua existência, desde os mais ignorantes até os mais sábios.A ciência busca constantemente explicações para as leis que regem o universo. Nesses instantes é visto em momento de expansão, iniciado há cerca de 13,7 bilhões de anos”. É tudo – nenhuma palavra mais e o ditador se calou.

Na sexta-feira passada, 12 de outubro, seu filho Álex assegurou em declarações à imprensa local que o pai “está bem”, lê e pratica exercícios. As últimas imagens de Fidel Castro divulgadas em Cuba são do final de março, quando cumprimentou o papa Bento XVI na embaixada da Santa Sé em Havana, durante a visita do pontífice ao país.

(Com agência EFE)

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