Após rompimento, Elon Musk volta oficialmente ao governo Trump
Bilionário será um dos responsáveis pelo 'Projeto Meridian', um estudo sobre o futuro das guerras
O bilionário Elon Musk voltará a assessorar oficialmente o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um dos responsáveis por um estudo sobre o futuro das guerras, anunciou o Pentágono nesta quarta-feira, 30.
Em um discurso na base militar de Quantico, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o chamado “Projeto Meridian” será “uma iniciativa liderada pelas melhores mentes dos Estados Unidos para estudar o futuro da guerra”.
“Estamos aproveitando uma fonte única de vantagem americana, uma que nossos adversários não têm: nossos inovadores, nossas grandes lideranças e nossos tecnólogos”, disse Hegseth.
Musk vai comandar os trabalhos ao lado de Palmer Luckey, cofundador da empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries, e de Newt Gingrich, ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes. O grupo contará ainda com executivos do setor privado escolhidos pelo governo e especialistas de diferentes áreas.
Segundo Hegseth, o objetivo do projeto é “examinar criativamente o futuro e identificar os campos que devemos dominar e as capacidades que devemos aperfeiçoar”. O secretário de Defesa determinou que as conclusões do Projeto Meridian sejam finalizadas e apresentadas em um prazo de 120 dias.
Ruptura pública
A nomeação marca o retorno de Musk a uma função ligada ao governo depois de sua passagem pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). O empresário deixou a administração em maio de 2025, após cerca de quatro meses à frente da iniciativa de redução de gastos do governo americano. Pouco depois, Musk e Trump protagonizaram uma ruptura pública, motivada principalmente pelas críticas do bilionário à política fiscal defendida pelo presidente.
Os ataques públicos entre os dois incluíram ameaças do chefe de Estado de encerrar contratos públicos com a SpaceX, uma das empresas de Musk, que por sua vez insinuou que o republicano estaria envolvido em um escândalo sexual de tráfico de mulheres e pedofilia. Os insultos culminaram com a declaração do chefe da Casa Branca de que o relacionamento com o antigo aliado havia acabado.
Mais tarde, Musk retomou suas contribuições a causas republicanas, incluindo doações bilionárias a candidatos e a grupos políticos conservadores, e voltou a ser visto com o presidente americano.
O bilionário financiou a campanha de Donald Trump e injetou quase US$ 300 milhões para ajudar o presidente a voltar à Casa Branca e congressistas republicanos a se elegerem.







