Após reunião com Hamas, genro de Trump encontra Netanyahu para tratativas sobre Gaza
Washington tenta mediar divergências entre Israel e o grupo islamista sobre a implementação de plano de paz promovido pelo presidente dos EUA
O genro do presidente Donald Trump e enviado de paz dos Estados Unidos, Jared Kushner, se encontrou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira, 17, na tentativa de tirar do papel um acordo de paz para Gaza, um dia após ter se reunido com uma delegação do Hamas.
O encontro ocorre em um momento em que Washington tenta reduzir as divergências entre Israel e o grupo islamista sobre a implementação do plano de paz promovido pelo presidente americano.
Raro encontro com Hamas
No domingo, Kushner realizou uma rara reunião com o novo líder do Hamas, Khalil al-Hayya, em El Alamein, no Egito.
Fontes ouvidas pela agência de notícias AFP sob condição de anonimato disseram que o Hamas reafirmou o compromisso com o plano de paz. Já o genro de Trump insistiu no desarmamento total do grupo palestino e solicitou provas “verificáveis” dos movimentos do Hamas para que o território “não volte a ser uma fonte de terror para Israel”.
Antes da reunião com o Hamas, Kushner se encontrou com mediadores do Egito, do Catar e da Turquia. Ele também se reuniu com Nickolay Mladenov, alto representante para Gaza do Conselho da Paz criado por Trump.
Obstáculos no caminho para a paz
No final de julho, o Hamas aprovou um roteiro para pôr em prática a segunda etapa do plano de paz adotado em 10 de outubro do ano passado, encerrando (ao menos no papel) a guerra em Gaza. Como parte do pacto, o grupo deveria entregar as armas e deixar o enclave sob um salvo-conduto. Israel, por sua vez, deveria retirar todas as suas tropas do território palestino, interromper ataques e permitir a entrada de comida e ajuda humanitária.
Netanyahu, no entanto, disse que não cumpriria suas tarefas nessa segunda etapa do pacto enquanto não houvesse um “verdadeiro” desarmamento do Hamas.
Em um comunicado conjunto divulgado no domingo, um grupo de oito países árabes e muçulmanos condenou Israel por rejeitar o plano de paz, afirmando que o país “mina fundamentalmente os esforços coletivos realizados para alcançar uma paz justa e duradoura”. A declaração foi assinada pelo Egito, Jordânia, Catar, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Paquistão.







