Após renunciar ao cargo de premiê, Starmer se aposenta também do Parlamento britânico
Ex-líder do Partido Trabalhista diz que deixará de ser deputado para focar em 'assuntos internacionais' e abre caminho para eleições locais
O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciou nesta terça-feira, 1º de setembro, ao cargo de deputado no Parlamento britânico.
Em comunicado enviado ao jornal Camden New Journal, Starmer afirmou que representar o distrito de Holborn e St Pancras, em Londres, foi uma “enorme honra e privilégio”, mas disse estar pronto para passar o cargo a um sucessor e focar em “assuntos internacionais”.
“Agora vou me concentrar em outras questões, especificamente assuntos internacionais, incluindo defesa, segurança, comércio e tecnologia em um mundo em rápida transformação”, afirmou o ex-premiê, acrescentando que também dará continuidade ao seu trabalho no combate à violência contra mulheres e meninas.
A decisão abrirá caminho para novas eleições em um dos tradicionais redutos do Partido Trabalhista.
Renúncia ao cargo de premiê
Starmer anunciou sua renúncia ao cargo de primeiro-ministro em 22 de junho, menos de dois anos após sua vitória eleitoral, em reação à derrota sofrida pelo Partido Trabalhista nas eleições regionais e municipais de maio. O número de deputados trabalhistas que pediam sua renúncia vinha aumentando e sua popularidade nas pesquisas havia despencado devido a vários escândalos e à estagnação da economia.
Os trabalhistas colocaram fim a 14 anos de governos conservadores em 4 de julho de 2024, mas Starmer foi incapaz de sustentar a legislatura até 2029.
“Deixo o cargo com serenidade, com um sorriso e orgulhoso de tudo o que conquistamos”, declarou ele em junho, antes de seguir para o Palácio de Buckingham para apresentar formalmente sua renúncia ao rei Charles III.
Andy Burnham, novo líder do Partido Trabalhista, assumiu o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, prometendo uma “virada de chave com as maiores mudanças dos últimos 40 anos”.







