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Após renúncia, Berlusconi diz se orgulhar do próprio governo

Por Da Redação 13 nov 2011, 10h38

Roma, 13 nov (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirma se orgulhar do trabalho de seu governo nesses três anos e meio de legislatura, um dia após apresentar sua renúncia ao presidente do país, Giorgio Napolitano.

‘Permita-me que fale com orgulho de tudo o que conseguimos realizar nesses três anos e meio, marcados por uma forte crise internacional sem precedentes na história’, disse Berlusconi em carta enviada a Francesco Storace, secretário do partido La Destra, lida no congresso nacional da legenda realizado em Turim.

Berlusconi afirmou que seu governo trabalhou ‘com a consciência de que a maioria querida pelos eleitores (obtida no pleito de 2008) tinha o direito e, sobretudo, a obrigação de governar’, mas lamentou que, ‘no fim, prevaleceu no Parlamento a lógica das pequenas chantagens e do transformismo, que são o vício mais antigo da política italiana’.

A deserção de alguns parlamentares da base aliada fez com que Berlusconi perdesse a maioria absoluta em uma votação na terça-feira passada na Câmara dos Deputados, quando se viu obrigado a anunciar sua intenção de renunciar assim que o Parlamento aprovasse as reformas exigidas pela União Europeia (UE) à Itália.

O primeiro-ministro demissionário disse que algumas pessoas trabalham há muito tempo para que a política italiana regrida aos tempos em que a vontade dos eleitores era dirigida pelas oligarquias de partido acostumadas a usar a força, ‘sem nenhuma responsabilidade’.

Berlusconi destacou que seu compromisso é impedir a perda dos ‘sinais de modernidade’ conquistados nesses anos e consolidar o rigor econômico já buscado em seu governo.

Ele ressaltou que a Itália é um país que pode contar com suas empresas e com uma forte economia privada das famílias e lembrou que o país possui uma taxa de desemprego dois pontos abaixo da média europeia, assim como o maior patrimônio artístico do mundo.

Berlusconi apresentou neste sábado sua renúncia após a aprovação definitiva no Parlamento da Lei de Orçamento estatal para 2012, que continha as medidas exigidas pela União Europeia (UE) à Itália com o objetivo de acalmar os mercados. EFE

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