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Após rápida distribuição, Argentina inicia vacinação na terça-feira

Vacinação começará às 9h, horário local; Campanha foi articulada com as 24 jurisdições para que sejam distribuídas 146.250 doses em 32 pontos do país

Por Da Redação Atualizado em 28 dez 2020, 18h49 - Publicado em 28 dez 2020, 18h45

Após receber as primeiras 300 mil doses da vacina russa Sputnik V, a Argentina realizou nesta segunda-feira, 28, a distribuição do imunizante pelo país, de modo que o plano de vacinação contra o novo coronavírus, considerado histórico pelo governo, comece a ser aplicado na terça-feira em cada um dos centros de saúde das províncias.

“Nosso país recebeu as primeiras 300 mil doses da vacina contra a Covid-19 para iniciar este grande desafio que é a campanha de vacinação mais importante da história da Argentina”, disse a secretária de Acesso à Saúde, Carla Vizzotti, ao apresentar o relatório diário de casos.

Ao todo, o país soma mais de 1,5 milhão de casos, incluindo 42.650 mortes.

Vizzotti fez parte da delegação do governo que viajou à Rússia em dezembro para receber informações técnicas sobre a vacina e visitar as fábricas de produção antes da autorização na Argentina. Ela voltou ao país natal no mesmo avião que transportou as primeiras doses.

“Essas são as primeiras 300 mil doses das cerca de 55 a 60 milhões de doses que a Argentina garantiu para receber entre dezembro e julho”, explicou Vizzotti.

A vacinação começará às 9h (horário local), segundo informou o presidente argentino, Alberto Fernández, no fim de semana passado. A campanha foi articulada com as 24 jurisdições para que sejam distribuídas 146.250 doses em 32 pontos do país.

Nesta primeira fase, a vacinação será destinada aos trabalhadores da saúde nos grandes centros urbanos, onde a pandemia teve um impacto maior e onde o risco de uma segunda onda de infecções é mais elevado. Também serão vacinados profissionais da saúde em unidades de terapia intensiva (UTI) e funcionários de laboratórios de diagnósticos.

O coordenador do setor de logística da Secretaria de Acesso à Saúde, Juan Pablo Saulle, afirmou que “todo o calendário foi elaborado para fazer a entrega federal a cada ponto em cada província, para chegar na segunda-feira de manhã a todo o país na mesma hora, com um intervalo de três a quatro horas”.

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O plano de vacinação estima um total de 54.431.000 doses, considerando um esquema de duas doses e calculando uma taxa de perdas estimada em 15%, que atingiria entre 23 e 24 milhões de pessoas de uma população de 45 milhões.

A Argentina também assinou acordos de fornecimento de vacinas com a Universidade de Oxford, associada à farmacêutica AstraZeneca, e com o mecanismo Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto negocia o envio do fármaco produzido pela Pfizer.

“A ideia é que, quando chegar o outono, já tenhamos vacinado o maior número de pessoas em risco, esse é o meu objetivo”, disse Fernández.

O distanciamento social obrigatório é adotado no país desde 9 de novembro, quando foi suspenso o isolamento que esteve em vigor desde 20 de março.

Na semana passada, o governo argentino mudou os procedimentos para a entrada de estrangeiros e de argentinos que tenham viajado ao exterior, impedindo que cidadãos de nações limítrofes, o que inclui brasileiros, entrem no país. A regra vale até 8 de janeiro, quando será revista.

A mudança foi motivada pela identificação de mutações do vírus Sars-Cov-2, que causa a Covid-19, e pelo aumento de casos da doença.

No fim de outubro, a Argentina havia voltado a autorizar a entrada de estrangeiros de países vizinhos, mas se viu obrigada a voltar atrás. Outra diretriz obriga todos os argentinos que voltam ao país a apresentar um teste negativo para Covid do tipo RT-PCR, feito com até 72 horas de antecedência, além de cumprir quarentena de sete dias.

(Com EFE e AFP)

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