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Após novos protestos, Tailândia decreta estado de emergência

A medida sugere que o governo da primeira-ministra Yingluck Shinawatra ampliará a repressão contra os manifestantes que pedem a sua renúncia

Por Da Redação 21 jan 2014, 19h59

Após manifestantes voltarem às ruas da capital Bangcoc para pedir a renúncia da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, o governo tailandês impôs nesta terça-feira um estado de emergência sobre a cidade e as províncias adjacentes. Segundo o jornal The New York Times, a medida sugere que as forças policiais vão aumentar a repressão contra os protestos, embora fontes ligadas às autoridades tenham negado uma nova ofensiva contra os opositores. Para o chanceler Surapong Tovichakchaikul, a aprovação do estado de emergência foi um movimento necessário após os manifestantes bloquearem o acesso a prédios do governo e bancos e organizarem passeatas diárias pela capital.

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O ministro afirmou que a medida “fará com que o processo democrático da Tailândia possa seguir em frente”. O estado de emergência proíbe manifestações públicas, permite a prisão de suspeitos sem acusações formais, bane o acesso do público a determinadas áreas e dá ao governo controle sobre a imprensa. A medida valerá por sessenta dias e deverá ser administrada pela polícia do país.

O líder opositor Suthep Thaugsuban criticou a decisão do governo e desafiou as autoridades. “Vocês acham certo eles aprovarem um decreto de emergência para negociar conosco? Venham nos pegar. Não temos medo de vocês”, discursou. O movimento opositor acusa o atual governo de ser mera fachada para o ex-líder político Thaksin Shinawatra, que é irmão da primeira-ministra, comandar o país à distância. Os manifestantes também tentam provocar o adiamento das próximas eleições, marcadas para o dia 2 de fevereiro, que devem ser dominadas pelo partido governista.

Ataque – A polícia da Tailândia ofereceu uma recompensa de 500.000 bats (o equivalente a cerca de 35.000 reais) por informações que levem às prisões dos responsáveis pelos ataques que mataram um manifestante e deixaram mais de 50 feridos nos últimos dias. O último incidente ocorreu na madrugada desta terça-feira, quando homens em um automóvel dispararam contra um acampamento de manifestantes, sem deixar feridos. Desde o início dos protestos, em novembro do ano passado, nove tailandeses morreram e mais de 500 pessoas ficaram feridas.

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