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Após novas declarações bisonhas, Donald Trump desaba na corrida à presidência americana

Nova pesquisa mostra queda acentuada do bilionário entre os aspirantes republicanos, coroando mais uma semana de gafes

O apoio à candidatura do empresário Donald Trump na corrida presidencial americana desabou em 12 pontos em apenas uma semana entre os militantes republicanos, de acordo com nova pesquisa da Reuters/Ipsos. É a maior queda de Trump desde que ele passou a liderar a disputa entre os aspirantes do Partido Republicano, em julho.

O declínio acontece depois de uma semana em que o boquirroto Trump se superou nas gafes e declarações controversas. Após os atentados de 13 de novembro em Paris, que mataram 130 pessoas, o magnata declarou à rede NBC que apoiaria um plano para criar um registro especial para todos os muçulmanos nos Estados Unidos – o que imediatamente suscitou comparações com medida semelhante imposta aos judeus na Alemanha nazista.

Trump também foi muito criticado por outro deslize: imitar de forma debochada os movimentos e jeito de falar de um repórter portador de deficiência física, durante comício na Carolina do Sul. O jornalista Serge Kovaleski, que trabalha atualmente no jornal The New York Times, sofre de uma doença congênita nas articulações que afeta os movimentos dos braços. Na última quinta-feira, Trump negou que estivesse imitando o jornalista no comício. “Eu não tenho ideia de quem seja esse repórter, qual é sua aparência ou seu nível de inteligência”, disse o empresário americano por meio de comunicado de sua campanha.

Trump continua na liderança como pré-candidato republicano, com 31% das intenções dos eleitores do partido. Mas seu índice chegava a 43% em 22 de novembro. O bilionário não é o único aspirante republicano a perder pontos na pesquisa. O neurocirurgião Ben Carson, que até recentemente estava no encalço de Trump nas pesquisas, viu seus índices caírem para 15%. Os senadores Marco Rubio, da Flórida, e Ted Cruz, do Texas, aparecem empatados em terceiro, com 8% cada.

(Da redação)