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Após morte de número 2, chefe do Estado Islâmico divulga mensagem em áudio

Se autenticidade de gravação for confirmada, áudio pode afastar rumores sobre o estado de saúde de Abu Bakr al-Baghdadi. Ontem foi divulgada a informação sobre a morte de Abu Alaa Afri, número 2 do grupo terrorista

O grupo terrorista Estado Islâmico divulgou nesta quinta-feira uma mensagem em áudio que teria sido gravada por Abu Bakr al-Baghdadi. Se a autenticidade da mensagem for confirmada, será a primeira gravação do chefe dos extremistas a ser divulgada em seis meses, afastando rumores de que ele teria ficado gravemente ferido em um ataque.

A divulgação ocorre um dia depois de o Ministério da Defesa do Iraque informar que Abu Alaa Afri, o número 2 na hierarquia do grupo jihadista, foi morto em um ataque. Ele estava dentro de uma mesquita bombardeada pela coalizão internacional em Tal Far, cidade próxima à fronteira entre Iraque e Síria. Afri era um ex-professor de física que havia assumido a chefia do EI enquanto al-Baghdadi não tinha condições para administrar o grupo. Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA havia oferecido uma recompensa de 7 milhões de dólares (21 milhões de reais) para quem desse informações que levassem à captura de Afri, identificado como Abdul Rahman Mustafa al-Qaduli pelo americanos.

No áudio divulgado nesta quinta, o chefe do grupo terrorista pede a todos os muçulmanos que peguem em armas e lutem pela manutenção do califado nos territórios conquistados na Síria e no Iraque. Al-Baghdadi também condena os ataques aéreos realizados desde 26 de março pela Arábia Saudita contra os rebeldes xiitas houthis no Iêmen.

A última mensagem do chefe do EI havia sido divulgada em novembro. Sua única aparição em público foi em Mosul, no Iraque, em julho do ano passado. Em abril, o porta-voz do Ministério do Interior do Iraque afirmou que ele havia sido seriamente ferido em um bombardeio em março deste ano. O Pentágono, no entanto, afirmou não ter informações a respeito.

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Ameaça à história – Mais um sítio arqueológico está ameaçado pelo avanço dos terroristas do Estado Islâmico. Desta vez, o alvo da fúria dos extremistas é a cidade histórica de Palmira, que fica no deserto sírio, a nordeste de Damasco. Segundo a rede britânica BBC, os jihadistas estão perto de entrar no local, que é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

Vídeos divulgados recentemente mostram os terroristas destruindo museus e mesquitas históricas no Iraque. Ruínas de cidades assírias também foram demolidas pelos radicais. Eles justificam as barbaridades dizendo que as representações da antiguidade são ídolos “não islâmicos” que vão contra os mandamentos do Corão. Relíquias também têm sido vendidas pelos terroristas no mercado negro.

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Neste momento, o EI prepara um cerco para atacar a cidade de Tadmur, nas proximidades das ruínas de Palmira. A organização Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediada em Londres, informou à agência de notícias France-Presse que os jihadistas assumiram o controle de todos os postos do Exército entre Tadmur e Sukhanah. Vinte e seis civis de um vilarejo próximo ao município foram sumariamente executados pelo EI, sendo que ao menos dez foram decapitados. As vítimas eram acusadas de colaborar com o regime do ditador Bashar Assad.

Mundo Livre – Tesouro em perigo no Oriente Médio:

​(Da redação)