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Após horas detido, ex-premiê do Togo é libertado

Por Da Redação - 19 jun 2012, 17h30

Lomé, 19 jun (EFE).- O ex-primeiro-ministro e opositor togolês Agbeyomé Kodjo, detido nesta terça-feira em sua residência após os protestos organizados na semana passada em Lomé pelo movimento ‘Salvemos o Togo’, foi colocado em liberdade, informaram fontes oficiais.

‘No marco da investigação aberta após os incidentes violentos, distúrbios e a consequente destruição causada nas manifestações dos dias 12, 13 e 14 de junho, um dos signatários da declaração da manifestação, Agbeyomé Kodjo, foi detido pela polícia’, indica um comunicado oficial.

‘Foi ouvido como os demais organizadores detidos anteriormente e posto imediatamente em liberdade’, acrescentou a acusação.

Uma carta do partido Organização para Construir na União um Togo Solidário (OBUTS) – liderado por Kodjo – acusa soldados do Serviço de Inteligência e Investigação (RSI, na sigla em francês) de terem invadido a residência de Kodjo para detê-lo, após provocar danos nas portas de entrada.

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Kodjo foi detido apesar de a legislação vigente no Togo garantir imunidade aos antigos presidentes da Assembleia Nacional, salvo em caso de crime em flagrante.

Primeiro-ministro de 2000 a 2002, ele é um dos rostos mais visíveis do movimento ‘Salvemos o Togo’, integrado por diversos partidos políticos e associações, que convocou na semana passada várias manifestações.

Mais de 50 pessoas, inclusive três líderes opositores que já foram libertados, foram detidos em Lomé com relação aos protestos, que foram dispersos com gás lacrimogêneo.

Os manifestantes saíram às ruas por inconformidade a uma reforma da lei eleitoral aprovada na Assembleia Nacional, dominada pela governamental União pela República (UNIR), que advoga por ampliar de 81 para 91 o número de cadeiras na Câmara.

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A UNIR, novo nome dado neste ano à União do Povo Togolês (RPT), que governa o país africano há mais de quatro décadas, tem atualmente 50 deputados no Parlamento.

O general Gnassingbé Eyadéma governou o Togo – antiga colônia francesa que conquistou a independência em 1960 – de 1967 até sua morte em 2005.

Com o apoio do Exército, seu filho, Faure Gnassingbé, chegou ao poder e foi presidente desde então, após ganhar as eleições de 2005 e 2010. EFE

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