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Após eleições, Paul Ryan deve ter papel central em discussão fiscal

Com imagem em alta, o ex-candidato a vice de Romney é visto como porta-voz dos conservadores. Seu desafio é pensar em solução bipartidária para a crise

Com a derrota republicana nas eleições presidenciais dos EUA, o ex-candidato a vice de Mitt Romney e jovem congressista de Wisconsin Paul Ryan volta aos poucos à sua rotina pré-campanha.

Depois de toda a tentativa dos republicanos de mostrá-lo como o maior inimigo dos gastos públicos e a melhor aposta para o país, Ryan agora está no centro de uma das maiores negociações fiscais dos últimos tempos. John Boehner, presidente da Câmara dos Representantes, aproveitou a volta de Ryan para solicitar sua ajuda em um diálogo que evite o aumento dos impostos e incentive o corte de gastos até o final do ano, além de recrutar outros republicanos para a tarefa.

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O desafio de Ryan será deixar suas posições ultraconservadoras um pouco de lado e pensar em um acordo bipartidário, que agrade também os democratas. Mesmo entre os membros mais liberais do Partido Republicano, o congressista provoca certa exasperação, o que também deve ser driblado.

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Durante a campanha para a Vice-presidência, Ryan optou pelo silêncio quando o assunto era cortes em projetos assistencialistas, especialmente o Medicare – um programa de saúde bancado com dinheiro público desde 1965. Mas não há dúvidas sobre seu desgosto pelas teorias fiscais de Obama. Durante a convenção republicana, Ryan chegou a criticar abertamente a visão econômica do presidente. “Agora, Ryan tem que pensar sobre o que quer que seja seu papel: se vai concorrer nas presidenciais de 2016 ou nas eleições regionais de Wisconsin, ou desempenhar um papel maior na Câmara”, pondera o congressista de Oklahoma Tom Cole.

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