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Após Brasil e Canadá, governo Trump prepara novas tarifas para 60 países

Medida afetará alguns dos principais parceiros comerciais dos EUA com taxas mínimas de 10%, baseadas em investigações sobre trabalho forçado

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jul 2026, 12h20 | Atualizado em 21 jul 2026, 14h28
Após Brasil e Canadá, governo Trump prepara novas tarifas para 60 países Priorizar nos meus resultados Google

Os Estados Unidos anunciarão novas tarifas para aproximadamente 60 países nos próximos dias, afirmou o representante comercial americano, Jamieson Greer, em entrevista à emissora CNBC nesta terça-feira, 21.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) iniciou investigações sobre certas práticas comerciais, particularmente aquelas relacionadas ao trabalho forçado, e os resultados são esperados para esta semana.

Essas tarifas, que podem afetar os principais parceiros comerciais de Washington, têm o objetivo de substituir as tarifas temporárias de 10% impostas pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte ter derrubado as sobretaxas no ano passado.

“Os Estados Unidos têm leis que proíbem o comércio de bens produzidos com trabalho forçado. A maioria dos outros países não possui tais leis, e aqueles que as possuem não as aplicam de fato”, disse Greer à CNBC. “Esperamos ver algumas ações em breve”, acrescentou.

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Novo mecanismo

No final de fevereiro, a Suprema Corte americana anulou uma parte significativa das tarifas impostas pelo presidente americano, alegando que ele havia feito uma leitura anticonstitucional de um texto legal para justificá-las.

As polêmicas medidas de Donald Trump

A decisão não afetou as tarifas setoriais, que visam os setores automotivo, siderúrgico, de alumínio e de cobre.

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Trump anunciou então novas tarifas, baseadas em uma disposição legal diferente, a Seção 301, que o autorizava a aplicar essas sobretaxas por um período máximo de 150 dias.

Ao mesmo tempo, o USTR iniciou uma série de investigações que, em teoria, permitem a implementação permanente dessas tarifas. Elas se baseiam na mesma lei que justifica as tarifas setoriais. Sendo assim, no início de junho, Jamieson Greer propôs, ao término dessas investigações, tarifas de 12,5% sobre cerca de 45 países que, segundo seu gabinete, não impõem proibições à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

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Para as economias que possuem tais proibições, mas cujos esforços de fiscalização são considerados insuficientes por Washington — Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão — o governo Trump propõe impor uma tarifa reduzida de 10%.

O mesmo se aplica ao Reino Unido, cuja proibição é considerada parcial.

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Brasil e Canadá: maiores alvos até agora

O governo dos Estados Unidos anunciou outras tarifas nos últimos dias. Na semana passada, o Brasil foi sancionado com uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos. Washington critica Brasília por políticas que, segundo afirma, afetaram particularmente o comércio americano ao “reduzir o acesso a um de seus principais mercados de exportação”, afirmou Greer na ocasião.

Na segunda-feira 20, o Canadá foi submetido a uma sobretaxa adicional de 50%, que entrará em vigor em um mês, “em resposta ao tratamento discriminatório em relação aos produtos americanos”.

“É uma resposta às medidas de represália” tomadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas por Washington em 2025, explicou Greer nesta terça. “Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste.”

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