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Após aumentar a gasolina, México corta altos salários públicos

Presidente tenta aplacar a fúria da população. País enfrentou nova onda de protestos violentos, com 21 detidos e uma dezena de feridos

Por EFE - 6 jan 2017, 07h56

Depois de enfrentar uma onda de protestos, saques e violência por causa do aumento de mais de 20% do preço dos combustíveis, o presidente do México, Enrique Peña Nieto,tenta agora fazer as pazes com a população revoltada. Ele anunciou nesta quinta-feira que no primeiro trimestre de 2017 será reduzida em 10% a verba destinada a “salários de servidores públicos de comando superior” da Administração federal.

Durante a mensagem, transmitida pela televisão, Peña Nieto afirmou que entende e compreende a raiva pela alta de preços da gasolina no México, medida que entrou em vigor no dia 1º de janeiro e que provocou forte rejeição social, com protestos em vários pontos do país.

Para defender o ajuste do preço da gasolina, explicou que a medida “não se deve à reforma energética” impulsionada durante sua gestão presidencial (2012-2018) “nem a um aumento dos impostos”, mas a que “no último ano, no mundo todo, o preço do petróleo aumentou cerca de 60%”. “Isto por sua vez aumentou o preço internacional da gasolina, o que nos afeta diretamente, já que há anos o México importa mais da metade dos combustíveis que consumimos. Em poucas palavras, se trata de um aumento que vem do exterior”, disse.

Mais protestos — Vinte e uma pessoas detidas, pelo menos dez feridos, danos no palácio do governo e duas lojas saqueadas foi o saldo das manifestações contra o aumento no preço da gasolina, conhecido como “gasolinazo”, na cidade mexicana de Monterrey, informaram fontes oficiais. Por volta das 18h (horário local, 21h em Brasília) desta quinta-feira mais de 10.000 pessoas se concentraram em frente ao Palacio do governo estadual, situado na Macroplaza do centro de Monterrey, capital do estado de Nuevo León.

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A manifestação contra o “gasolinazo” degenerou em atos de vandalismo quando um grupo de jovens jogou pedras e fogos contra os policiais que vigiavam o Palácio. As pedras quebraram seis grandes vitrais históricos do imóvel. A polícia enfrentou os jovens, que responderam lançando mais pedras e outros objetos. Os manifestantes também utilizaram as cercas metálicas colocadas pela própria polícia para atirá-las contra os agentes.

(Com agência EFE)

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