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Após ataques, França mobiliza tropas para reforçar segurança

Militares devem garantir a segurança em locais com maior concentração de pessoas em todo o país durante o período de festas

Por Da Redação 23 dez 2014, 15h33

O primeiro-ministro francês Manuel Valls anunciou nesta terça-feira a mobilização de 200 a 300 soldados para reforçar a segurança no período das festas de fim de ano, em resposta à série de ataques dos últimos dias. Os militares vão se somar a outros 780 já mobilizados. “As patrulhas serão reforçadas com prioridade nos pontos de alta frequência: zonas comerciais, centro das cidades, estações ferroviárias e terminais de ônibus”, afirmou Valls.

As autoridades francesas também pediram calma à população após o registro de três ataques desde o último sábado, quando um homem convertido ao islã atacou dois policiais a facadas na cidade de Joué-les-Tours. De acordo com a polícia, ele gritou “Alá é grande” durante o ataque e sua conta no Facebook exibia uma bandeira do grupo jihadista Estado Islâmico (EI). O homem acabou sendo morto pela polícia.

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No dia seguinte, na cidade de Dijon, um motorista atropelou pedestres, deixando treze feridos. Testemunhas afirmaram que o homem gritou ‘Alá é grande’ antes de avançar intencionalmente com o carro. As autoridades informaram que o homem sofre de uma “patologia psiquiátrica grave” e descartaram que tenha cometido um “ato terrorista”.

O terceiro ataque ocorreu nesta segunda-feira quando um homem avançou com uma caminhonete contra pessoas que estavam em uma feira de Natal no centro da cidade de Nantes, no oeste da França. Segundo a polícia local, o agressor também ficou ferido gravemente, depois de apunhalar a si mesmo. Onze pessoas ficaram feridas. Nesta terça-feira o governo informou que um dos feridos morreu.

A Procuradoria de Nantes considerou o incidente um “caso isolado” e acrescentou que “não se pode falar em ato de terrorismo, embora o caráter intencional não pareça estar em dúvida”.

As autoridades rejeitam a ideia de que haja um padrão por trás dos ataques. Em entrevista à rádio Europe 1, o premiê disse não haver ligação entre as agressões. Segundo ele, as forças de segurança estão considerando que os agressores agiram sozinhos. “A melhor resposta é continuar a viver pacificamente, com a necessária vigilância, é claro”, disse, em declaração reproduzida pela rede BBC.

O presidente François Hollande convocou uma reunião do gabinete de emergência e pediu ao público para não entrar em pânico.

Na manhã desta terça, a polícia de Cannes, no sul, prendeu um homem que estava em um mercado armado com duas pistolas e uma faca. As intenções do homem ainda não estão claras, mas até agora não há indícios de ligações com terrorismo.

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