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Após alerta de Xi sobre conflito, EUA garantem que política sobre Taiwan segue ‘inalterada’

Em reunião com Trump, Xi advertiu que a questão sobre a nação insular pode 'levar a um confronto ou mesmo a um conflito armado' se 'mal administrada'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 Maio 2026, 11h04
Após alerta de Xi sobre conflito, EUA garantem que política sobre Taiwan segue ‘inalterada’ Priorize VEJA no Google

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira, 14, que a política americana sobre Taiwan, ilha que a China reclama como parte do seu território, permanece “inalterada”. A declaração à emissora NBC News ocorre após uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, que alertou que a questão sobre a nação insular pode “levar a um confronto ou mesmo a um conflito armado” se “mal administrada”.

“Nossas políticas sobre isso não mudaram”, disse Rubio à NBC News. “Elas têm sido bastante consistentes ao longo de várias administrações presidenciais e continuam consistentes agora.”

Os Estados Unidos não reconhecem Taiwan formalmente como país (apenas doze nações em todo o mundo mantêm laços diplomáticos com o governo local), mas são o principal apoio militar da ilha. Antecessor de Trump, o ex-presidente Joe Biden foi mais enfático na promessa de que, em caso de um ataque chinês, os EUA defenderiam a ilha —  em 2022, o democrata chegou a dizer que, apesar de Washington concordar com a política de Uma Só China, “a ideia de que (Taiwan) pode ser tomada à força não é apropriada“.

Trump, por sua vez, amenizou a promessa e destacou que a defesa do território deveria ser responsabilidade exclusiva de Taipé. Embora Taiwan já gaste cerca de 2% do PIB com defesa, o republicano argumenta que deveria corresponder a 10% do produto interno bruto. O mandatário da Casa Branca tem apostado com mais intensidade na política de “ambiguidade estratégica”, sem garantir claramente se defenderia a ilha em caso de uma ofensiva da China.

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Pacote de armas

Em paralelo, o governo chinês pressiona os EUA a suspender o pacote de US$ 11 milhões em armas a Taiwan, o maior da história, anunciado em dezembro do ano passado. Caso seja concluída, a venda deve superar todas as 19 rodadas de comércio bélico envolvendo as nações durante o governo Biden, que arrecadou US$ 8,38 bilhões. O pacote inclui Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade e obuseiros com propulsão automática, cada tipo de armamento estimado em US$ 4 bilhões.

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Segundo o Departamento de Estado, o acordo serve aos interesses americanos, uma vez que concede apoio ao esforço de Taiwan para “modernizar suas forças armadas e manter uma capacidade defensiva crível”. Taipei agradeceu aos Estados Unidos pela transação, afirmando que ajudaria a ilha a “construir rapidamente capacidades robustas de dissuasão”.

Em resposta, a China condenou a negociação e salientou que a promessa “mina severamente a soberania, segurança e integridade territorial da China”. Na ocasião, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakum, afirmou que “a tentativa dos EUA de apoiar a independência pela força só vai sair pela culatra, e sua tentativa de conter a China usando Taiwan absolutamente não terá sucesso”.

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