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Após 8 anos, Argentina vai voltar a ter primeira-dama. Conheça as candidatas

Uma ex-modelo, uma empresária e uma ativista política, cada uma a seu estilo, tiveram um peso essencial nas campanhas de seus maridos candidatos à Presidência do país

A Argentina voltará a ter uma primeira-dama após oito anos de presidência de Cristina Kirchner, e uma ex-modelo, uma empresária e uma ativista política, cada uma a seu estilo, tiveram um peso essencial nas campanhas de seus maridos, os três favoritos a ocupar a Casa Rosada após as eleições deste domingo. São elas, respectivamente, Karina Rabolini, companheira do candidato governista Daniel Scioli; Juliana Awada, esposa do conservador Mauricio Macri, e Malena Galmarini, mulher do peronista dissidente Sergio Massa.

Um rosto habitual nas revistas por sua profissão, Karina Rabolini, de 48 anos, é uma das pessoas-chave na equipe de Scioli. À frente da Fundação Banco Província, a mulher do governador de Buenos Aires desenvolveu uma intensa atividade nos oito anos do governo de Scioli nessa província e contribui com uma dose de simpatia e naturalidade. Ela e Scioli se conheceram quando ele era um jovem e popular piloto de lancha esportiva, se casaram em 1991 e se separaram sete anos depois. Em 2003, quando Scioli se lançou candidato à vice-presidência na chapa do falecido ex-presidente Néstor Kirchner, se uniram de novo.

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Juntos, eles superaram o incêndio que destruiu seu apartamento, no centro de Buenos Aires, e se salvaram se jogando pela janela. Devido à queda, Karina quebrou as pernas, o que precipitou o final de sua carreira de modelo. E juntos eles também superaram o grave acidente no qual Scioli perdeu o braço direito quando disputava uma prova no Rio Paraná. Além de acompanhar Scioli, ela tem sua própria agenda como ex-modelo e empresária de marcas ligadas à moda e a cosméticos, mas lhe resta tempo para encontrar governadores, candidatos, falar de política e inclusive ir a programas de televisão e dançar para promover a campanha de seu marido, favorito nas pesquisas.

Juliana Awada – Também vinculada com o mundo da moda, Juliana Awada se transformou em um apoio fundamental para Macri. A empresária, casada com o prefeito de Buenos Aires em 2010 e mãe de sua filha Antonia, aumentou sua presença na campanha acompanhando Macri, embora sempre em um discreto segundo plano. A terceira esposa do ex-presidente do Boca Juniors é muito reservada quanto a sua intimidade familiar e evita declarações políticas. A companhia de sua família, uma conhecida rede de lojas de roupas, foi relacionada com uma lista de empresas que recorrem a trabalho escravo após o escândalo pela morte de duas crianças em um incêndio em uma oficina clandestina. A equipe de Macri sempre negou o envolvimento da empresa com o trabalho escravo, e o assunto ficou à margem da campanha e não teve consequências políticas para o candidato conservador, segundo colocado nas intenções de voto nas pesquisas.

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Malena Galmirini – A mulher de Sergio Massa é filha de um casal de dirigentes peronistas da província de Buenos Aires. Malena Galmirini entrou para a política como responsável pela área social do Partido de Tigre, cidade da província de Buenos Aires governada por seu marido, com quem se casou em 2001 e tem dois filhos. Malena, de 40 anos, ressaltou as próprias diferenças com Karina e Juliana. “Somos diferentes: eu não venho do mundo empresarial, não tenho um empreendimento comercial nem vendo roupas ou cremes”, disse certa vez. Uma das três se tornará a nova primeira-dama e acompanhará o próximo presidente da Argentina a partir de 10 de dezembro.

(Com agência EFE)