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Após 329 anos, última ‘bruxa’ de Salem recebe perdão oficial

Condenada por bruxaria em 1693 e sentenciada à morte no auge dos julgamentos históricos, Elizabeth Johnson Jr. recebeu um indulto nesta quinta-feira

Por Da Redação Atualizado em 26 Maio 2022, 17h51 - Publicado em 26 Maio 2022, 17h14

A última “bruxa” de Salem que não tinha sido oficialmente perdoada finalmente recebeu o indulto nesta quinta-feira, 26, limpando seu nome 329 anos depois que ela foi condenada por bruxaria em 1693 e sentenciada à morte no auge dos julgamentos históricos.

O legislativo de Massachusetts exonerou formalmente Elizabeth Johnson Jr., que não chegou a ser executada, mas também não foi oficialmente perdoada como outros acusados ​​injustamente de bruxaria.

Seu caso foi reaberto no ano passado, depois que turma da oitava série da escola North Andover Middle School, em Massachusetts, pesquisou as medidas legislativas necessárias para limpar seu nome.

Depois, a senadora estadual Diana DiZoglio, democrata de Methuen, apresentou uma lei baseada na pesquisa da oitava série, que foi anexada a um projeto de orçamento e aprovada.

“Nunca seremos capazes de mudar o que aconteceu com vítimas como Elizabeth, mas pelo menos podemos esclarecer as coisas”, disse a senadora.

Em um comunicado, a professora da turma que começou o processo, Carrie LaPierre, elogiou as crianças por assumirem “a questão da justiça há muito negligenciada para essa mulher condenada ilegitimamente”.

“Aprovar esta legislação será incrivelmente impactante em sua compreensão de quão importante é defender as pessoas que não podem se defender e quão forte de voz elas realmente são”, disse ela.

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De acordo com Witches of Massachusetts Bay, grupo dedicado à história e tradição da caça às bruxas do século XVII, Johnson é a última bruxa acusada a ser inocentado.

“Por 300 anos, Elizabeth Johnson Jr. ficou sem voz, sua história perdida com o passar do tempo”, disse a senadora estadual Joan Lovely, de Salem.

Em uma caça que teve início em 1692, vinte pessoas de Salem e cidades vizinhas foram mortas e centenas de outras acusadas durante um frenesi alimentado por superstições, medo de doenças e a necessidade de bodes expiatórios. Ao menos dezenove foram enforcados e um homem foi apedrejado até a morte. Foi a caça às bruxas mais mortífera da história da América do Norte colonial.

Foram feitas detenções em numerosas cidades além de Salém e a vila de Salém (hoje conhecidas como Danvers), principalmente em Andover e Topsfield. Os grandes júris e julgamentos desse crime capital foram conduzidos por um Tribunal de Oyer e Terminer, em 1692, e por um Tribunal Superior de Justiça, em 1693, ambos realizados na cidade de Salém, onde também ocorreram os enforcamentos.

Johnson tinha 22 anos quando foi condenada à forca na histeria dos julgamentos de bruxas. No entanto, o então governador William Phips revogou a punição depois que a magnitude dos erros da justiça em Salem se fez conhecida.

Nos mais de três séculos que se seguiram, dezenas de suspeitos foram oficialmente inocentados, incluindo a própria mãe de Johnson. Mas, por algum motivo, o nome de Johnson não foi incluído nas várias tentativas de reverter as condenações. Ao contrário de outros acusados ​​injustamente, Johnson nunca teve filhos e, portanto, não teve descendentes para agir em seu nome.

“Embora tenhamos percorrido um longo caminho desde os horrores dos julgamentos de bruxas, as mulheres de hoje ainda têm seus direitos desafiados e preocupações descartadas”, disse DiZoglio.

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