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Apesar de cessar-fogo, Israel volta a bombardear Faixa de Gaza

Exército argumenta que projéteis foram lançados de Gaza e houve a necessidade de interceptá-los. Ao menos 34 palestinos morreram em dois dias

Por AFP 15 nov 2019, 02h12

Israel bombardeou nesta sexta-feira posições da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, apesar do acordo de cessar-fogo obtido na quinta-feira sobre o enclave palestino, anunciou o Exército hebreu.

O Exército “está bombardeando alvos terroristas da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza”, anunciou a força em mensagem no Whatsapp.

Na quinta-feira, o Exército havia informado o disparo de cinco foguetes da Faixa de Gaza contra o território israelense, após o Estado hebreu e o movimento Jihad Islâmica anunciarem um acordo de cessar-fogo para acabar com os confrontos na zona, que deixaram pelo menos 34 palestinos mortos em dois dias.

  • O acordo entrou em vigor às 5h30 (0H30 de Brasília) de quinta, após os esforços do Egito, e obteve o aval das facções palestinas, incluindo a Jihad Islâmica.

    A medida estipulava que as facções palestinas depusessem as armas na Faixa de Gaza e mantivessem a paz nas manifestações contra o bloqueio de Israel e a favor do retorno dos refugiados palestinos a sua terra.

    Israel se comprometeu a suspender os bombardeios e “garantir um cessar-fogo” nas manifestações da “marcha do retorno”, que já registraram mais de 300 mortes e milhares de feridos na Faixa de Gaza.

    Um oficial israelense havia confirmado que o Exército suspenderia sua operação contra a Faixa de Gaza caso a Jihad Islâmica parasse com o disparo de foguetes em direção a Israel.

    No entanto, durante a manhã, o Exército israelense informou que “cinco projéteis foram lançados de Gaza para Israel” e indicou que o sistema de defesa da Cúpula de Ferro interceptou dois deles.

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