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Apedrejamento de Sakineh pode ser anulado

Oficial da Justiça declarou que "qualquer coisa é possível"

Por Da Redação - 2 jan 2011, 19h36

Sharifi destacou que há algumas “ambiguidades nas provas”, o que tem atrasado a decisão final

A pena de morte por apedrejamento aplicada à iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada por adultério, pode ser anulada. Questionado se a anulação é possível, o chefe de Justiça da província do Azerbaijão leste, Malek Ajdar Sharifi, respondeu que “qualquer coisa é possível”. A frase foi citada na agência de notícias iraniana Fars.

Sharifi destacou que há algumas “ambiguidades nas provas”, o que tem atrasado a decisão final. A pena de apedrejamento contra Sakineh tem provocado uma mobilização da comunidade internacional, razão pela qual as autoridades iranianas decidiram suspendê-la até rever o caso.

A declaração de Sharifi ocorre um dia após Sakineh informar que processará os dois jornalistas alemães detidos no Irã por entrevistar seu filho. “Disse a Sajjad (filho de Sakineh) que processe aqueles que desonraram a mim e ao meu país”, declarou à imprensa. Oficialmente, o Irã acusa os dois jornalistas de terem entrado em seu território com vistos de turistas e não como jornalistas.

Durante encontro com a imprensa, em Tabriz (noroeste), o filho de Sakineh pediu que a mãe não seja executada. “A sentença contra a minha mãe é o apedrejamento, mas não deveria ser levada a termo. Peço que a sentença de morte seja comutada”, disse Sajjad Ghaderzadeh.

Sakineh foi condenada à morte por dois tribunais diferentes em 2006 pelo envolvimento no assassinato do seu marido. A condenação por assassinato foi reduzida, em apelação em 2007, para 10 anos de prisão, mas a sentença a morrer apedrejada por adultério foi mantida no mesmo ano por outra corte de apelação.

(Com AFP)

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