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Aos 84 anos, Mujica volta a ocupar vaga no Senado uruguaio

Ex-presidente voltou à política para ajudar na renovação da esquerda uruguaia; sua mulher, a atual vice-presidente Lucía Topolansky, também foi eleita

Por Da Redação - Atualizado em 28 out 2019, 10h00 - Publicado em 28 out 2019, 09h52

O ex-presidente do Uruguai José Mujica confirmou o favoritismo nas eleições deste domingo 27 e, aos 84 anos, voltou a ocupar uma vaga no Senado uruguaio.

Com 93,99% da apuração oficial concluída, a lista liderada por Mujica foi a mais votada da coalizão de esquerda Frente Ampla (FA) com 262.124 votos.

O ex-guerrilheiro, ex-deputado, e ex-presidente uruguaio que governou o país de 2010 a 2015 decidiu voltar ao Parlamento para ajudar na renovação de uma esquerda uruguaia carente de líderes de grande expressão.

Em agosto de 2018, Mujica anunciou para surpresa de muitos que deixaria o Senado para “tirar uma licença antes de morrer de velho”. No entanto, o principal nome da política uruguaia em nível internacional nos últimos anos continuou a aparecer em inúmeros eventos e a fazer parte da vida pública.

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A mulher de Mujica, a atual vice-presidente do Uruguai, Lucía Topolansky, de 75 anos, também foi eleita para o Senado pela lista liderada por Mujica.

As eleições uruguaias realizadas no domingo confirmaram as previsões, que apontavam para uma das disputas mais apertadas dos últimos tempos.

O candidato governista da FA, Daniel Martínez, obteve 40% dos votos, enquanto o opositor Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional (PN, centro-direita), somou 30%. O resultado obriga os concorrentes a disputarem um segundo turno no último domingo de novembro.

Cerca de 2,7 milhões de uruguaios foram às urnas para eleger um presidente e seu vice-presidente, além de renovar completamente as duas Câmaras do Legislativo.

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Martínez retoma as três gestões anteriores de caráter progressista da Frente Ampla e baseia sua proposta no aprofundamento de um modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social.

Como oposição, Lacalle agora será líder de uma coalizão conservadora que poderia desbancar a Frente Ampla após uma série de administrações que se iniciaram em 2005.

Em seu discurso após as eleições, Lacalle se ofereceu para liderar uma “frente multicolorida, liderada pelo Partido Nacional” no segundo turno e disse que “há um campo fértil para acordos” com os outros grupos políticos.

O líder do Partido Colorado, Ernesto Talvi, que ficou em terceiro lugar neste primeiro turno, anunciou no domingo seu apoio a Lacalle. “O Uruguai precisa de uma mudança, convidamos nossos eleitores a apoiar Lacalle Pou, faremos campanha por sua candidatura”, disse Talvi.

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 (Com EFE)

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