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Ao menos 80 morrem em bombardeios na Síria

Por Da Redação - 9 abr 2012, 12h28

Cairo, 9 abr (EFE).- Cerca de 80 pessoas morreram nesta segunda-feira na Síria, a maioria pelo bombardeio do Exército sírio contra a província central de Hama e a setentrional de Aleppo, segundo os grupos opositores.

Um dia antes de expirar o prazo para a aplicação do plano de paz na Síria, os ativistas dos Comitês de Coordenação Local (CCL) denunciaram a morte de pelo menos 30 pessoas na cidade de Tal Rafaat (Aleppo) e 29 em Latamna (Hama), entre estes últimos há 17 menores e oito mulheres.

Segundo explicou à Agência Efe o porta-voz dos CCL, Emad Hosari, as bombas destruíram edifícios inteiros em Tal Rafaat, enquanto foram ouvidas explosões e tiroteios em Izaz.

Em Latamna, o grupo opositor explicou que os corpos foram encontrados entre as ruínas de várias casas, que foram derrubadas pelos bombardeios com seus moradores no interior.

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Outro reduto opositor castigado nesta jornada foi a província de Idlib, onde algumas cidades foram alvo de disparos, alguns efetuados desde aviões, e os campos próximos à fronteira com a Turquia foram incendiados.

Nesta região setentrional, os CCL documentaram a morte de onze pessoas, quatro delas em um campo de refugiados sírios na Turquia. Sobre este incidente, a versão turca fala sobre duas pessoas mortas pelos disparos de tropas do Exército sírio contra o acampamento.

Em outro fato semelhante, um cinegrafista de uma emissora libanesa morreu na região fronteiriça de Wadi Khaled por disparos procedentes do lado sírio e efetuados por militares.

Estes novos atos de violência acontecem horas antes de vencer o prazo dado até a terça-feira para a aplicação do plano de paz proposto pelo enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, que estipula o fim da violência.

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Segundo dados da ONU, mais de 9 mil pessoas morreram na Síria desde o início das revoltas populares em março de 2011, enquanto mais de 200 mil se deslocaram a outras regiões dentro do país e 30 mil se refugiaram no exterior. EFE

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