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Ao menos 72 funcionários da ONU foram mortos em Gaza, diz diretor

Philippe Lazzarini disse que funcionários "estão lutando diariamente para encontrar o pão, para encontrar a água, para proteger os seus filhos"

Por Da Redação
Atualizado em 2 nov 2023, 18h31 - Publicado em 2 nov 2023, 16h29

O diretor da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), Philippe Lazzarini, afirmou nesta quinta-feira, 2, que 72 funcionários da entidade foram mortos em Gaza desde o início da guerra e expôs mais uma vez as mazelas enfrentadas na região.

“Eles estão lutando diariamente para encontrar o pão, para encontrar a água, para proteger os seus filhos. E, apesar da grande perda dentro desta organização, continuam empenhados em fazer tudo o que for possível para fornecer apoio às pessoas em Gaza. Mas é uma luta diária constante”, disse Lazzarini em entrevista à CNN.

Ele acrescentou que os membros da ONU que atuam no território sitiado “compartilham das mesmas condições de vida, como qualquer outra pessoa”.

+ ‘Nunca vi algo semelhante’, diz diretor de agência da ONU para palestinos

A declaração surge um dia depois de o diretor renovar os apelos por um cessar-fogo, em nome de funcionários da organização que atuam na região, em razão da grave crise humanitária.

“Fiquei chocado com o fato de que todos ali estavam pedindo comida, pedindo água. Nunca vi algo semelhante em Gaza desde quando cheguei, antes do conflito”, relatou a repórteres na cidade de Rafah, ao sul do enclave sitiado.

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A diretora de comunicações da UNRWA, Juliette Touma, apontou na quarta-feira que “nenhum lugar é seguro” em Gaza e que enquanto uns foram mortos no cumprimento do dever, outros foram mortos em suas próprias casas.

No início da semana, o diretor do escritório em Nova York do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Craig Mokhiber, pediu demissão pelo que chamou de “genocídio” cometido por Israel na Faixa de Gaza.

“Mais uma vez estamos vendo um genocídio se desenrolando diante de nossos olhos e a organização que servimos parece impotente para detê-lo”, escreveu Mokhiber em uma carta endereçada ao alto comissário da ONU em Genebra, Volker Turk.

Já nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da União Europeia, Josep Borrell, manifestou que ficou “horrorizado” com o elevado número de vítimas do bombardeio israelense em um campo de refugiados na Faixa de Gaza na véspera e pediu que os dois lados do conflito respeitem as regras internacionais de guerra.

“Com base na posição clara do Conselho da União Europeia de que Israel tem o direito de se defender, em conformidade com o direito humanitário internacional, e de garantir a proteção de todos os civis, estou horrorizado com o elevado número de vítimas após o bombardeio por Israel do campo de refugiados de Jabalia”, disse Borrell em um comunicado na plataforma X, antigo Twitter.

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“As leis da guerra e da humanidade devem ser sempre aplicadas, inclusive quando se trata de assistência humanitária”, completou Borrell.

+ Diretor da ONU abandona cargo e reconhece ‘genocídio’ em Gaza

O ataque ao qual ele se refere aconteceu na última terça-feira, 31, em uma investida aérea israelense no campo de refugiados de Jabalia, na região norte do enclave, e teria matado pelo menos 50 e ferido outros 150 palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

Israel confirmou a autoria do disparo e afirmou que o ataque a Jabalia tinha como alvo um dos comandantes da brutal incursão terrorista do Hamas no território israelense em 7 de outubro, que em apenas um dia deixou 1.400 mortos e mais de 5 mil feridos.

Desde o início da guerra, mais de 8,7 mil palestinos, a maioria civis, morreram em consequência dos sucessivos bombardeios israelenses.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou apelos internacionais para uma “pausa humanitária” nos combates, com a alegação de que o Hamas tiraria vantagem de qualquer trégua.

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