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Ao menos 45 morrem em nova jornada de violência na Síria

Cairo, 27 jan (EFE).- Ao menos 45 pessoas, entre elas três mulheres e três crianças, morreram nesta sexta-feira na Síria pelas ações repressivas das forças de segurança, depois que 65 pessoas perderam a vida na quinta-feira.

O grupo opositor Comitês de Coordenação Local (CCL) informou em comunicado a morte de 13 pessoas em Homs, 11 na localidade de Nawa, em Deraa (sul), nove em Aleppo (norte), seis nos arredores de Damasco, quatro em Idlib (noroeste) e duas em Hama.

A repressão das forças leais ao regime do presidente sírio, Bashar Al Assad, voltou a se concentrar no reduto opositor de Homs, onde na quinta-feira morreram 32 pessoas, 20 delas no ataque e incêndio de dois edifícios residenciais.

Os CCL indicaram que em Homs foi escutada uma forte explosão no bairro de Bab Saba, enquanto os ‘shabiha’ (pistoleiros do regime) e as forças de segurança dispararam com armamento pesado em outros bairros da cidade.

Quanto à população de Nawa, as vítimas, entre as quais há três mulheres e uma criança, morreram atingidas por disparos das forças do regime contra os participantes do funeral de um estudante assassinado na véspera.

Nessa área também foram registrados combates entre as tropas do regime e o Exército Livre Sírio (ELS), que reúne os desertores.

Enquanto isso, duas pessoas morreram nos arredores de Damasco, sendo uma criança de 11 anos, na localidade de Hamurieh.

Os protestos contra Assad se estenderam nesta sexta à província de Aleppo, em um dia batizado por alguns grupos opositores como ‘Sexta-feira do direito de se defender’.

Nesta cidade, onde a revolta não se propagou de forma tão intensa como em outras áreas e a repressão foi menor, as vítimas perderam suas vidas baleadas pelas forças de segurança e franco-atiradores.

Quanto a Idlib, o grupo opositor indicou que ocorreram explosões perto de um mercado e da sede de segurança da cidade.

A violência aumenta na Síria apesar da presença de uma missão de observadores da Liga Árabe, que chegou ao país há um mês. EFE