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Ao menos 11 pessoas próximas a Trump testaram positivo para Covid-19

Kayleigh McEnany, secretária de imprensa da Casa Branca, é a mais recente funcionária a ser diagnosticada; republicanos seguem rejeitando máscaras

Por Da Redação 5 out 2020, 15h26

A secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, comunicou nesta segunda-feira, 5, que foi diagnosticada com Covid-19. Com ela, aumenta para 11 o número de funcionários do governo do presidente Donald Trump que testaram positivo para o coronavírus depois que o mandatário foi infectado.

McEnany afirmou que não apresenta sintomas e que antes do resultado positivo já fazia testes “consistentemente”. Contudo, seu diagnóstico enfatiza a desconsideração do governo pela ciência e orientações de saúde em relação à pandemia. Como diversos funcionários, a secretária de imprensa continuou a rejeitar o uso de máscaras, mesmo com os casos na Casa Branca.

Na manhã de quinta-feira 1, horas antes do diagnóstico do presidente, ela falou com repórteres sem máscara na sala de instruções. O mesmo aconteceu na sexta-feira, quando conversou com repórteres na entrada de carros da Casa Branca. Ela voltou a fazer uma coletiva de imprensa sem máscara no domingo.

Segundo ela, seus testes tiveram resultados negativos “todos os dias desde quinta-feira”, quando a principal conselheira de Trump, Hope Hicks, foi diagnosticada com Covid-19. McEnany havia tido contato próximo com Hicks, mas não foi informada do diagnóstico da conselheira até a noite de quinta-feira.

A secretária de imprensa disse que a Casa Branca não divulgaria o número total de funcionários infectados pelo coronavírus, citando questões de privacidade. Ela também se recusou a fornecer um cronograma específico dos testes do presidente.

Além do presidente e da primeira-dama, Melania Trump, os casos positivos conhecidos incluem Hicks, o guarda-costas de Trump, Nick Luna, um assessor de imprensa não identificado, a ex-conselheira da Casa Branca, Kellyanne Conway, o gerente de campanha de Trump, Bill Stepien, a presidente do Comitê Nacional Republicano, Ronna McDaniel, o ex-governador de Nova Jersey, Chris Christie, e os senadores republicanos Thom Tillis, Mike Lee e Ron Johnson.

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Senado infectado

O surto de coronavírus na Casa Branca, que se espalhou para o Senado, intensificou a disputa em torno da confirmação da juíza Amy Coney Barrett, indicada pelo presidente Trump à Suprema Corte. Seu objetivo era finalizar o processo antes das eleições, no dia 3 de novembro, mas a agenda foi alterada.

Há cerca de uma semana, o republicano reuniu mais de 150 convidados – a maioria sem máscara – para anunciar a indicação da juíza conservadora e anti-aborto. Ela substituiria a progressista Ruth Bader Ginsburg, que morreu em 18 de setembro. Ao menos sete participantes dessa cerimônia testaram positivo para o novo coronavírus.

De acordo com a Constituição, o Senado é responsável por confirmar os juízes indicados pelo presidente. Os republicanos têm 53 das 100 cadeiras no Senado, mas dois de seus senadores não querem votar antes da eleição. Caso se prolongue, a ausência dos três membros infectados com a Covid-19 pode privar os republicanos da maioria, pois o voto presencial é obrigatório e não pode ser delegado.

O processo de homologação de Amy Coney Barret está programado para começar no dia 12 de outubro. Além do possível desfalque republicano, os democratas ameaçaram boicotar as reuniões do Senado por motivos de segurança.

“Se é muito perigoso convocar o Senado em sessão plenária, também é muito perigoso ter trabalho em comissão”, disse Chuck Schumer, líder democrata no Senado. A legenda defende que o veredito das urnas deve ser aguardado para a confirmação de um novo juiz.

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