Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Ao lado do presidente chinês, Obama cobra mais liberdades civis na China

Os dois presidentes também anunciaram que chegaram a um acordo para tentar impedir roubos de propriedade intelectual e espionagem cibernética entre os dois países

Por Da Redação 25 set 2015, 15h21

O presidente americano Barack Obama deixou a leveza diplomática de lado e denunciou nesta sexta-feira com palavras diretas a situação “problemática” dos direitos humanos na China. O pronunciamento de Obama foi feito durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, com o colega chinês, Xi Jinping. “Expresso de maneira muito franca nossa convicção profunda de que impedir jornalistas, advogados, ONGs e a sociedade civil de trabalhar livremente (…) é problemático”, declarou Obama.

Ao mesmo tempo, o chefe de Estado americano expressou sua “profunda preocupação” com as tensões no Mar da China Meridional e Xi Jinping reafirmou o direito de seu país de defender “a soberania territorial” nesta área. “Ilhas do Mar da China Meridional são territórios chineses há tempos imemoriais. Temos o direito de manter nossa soberania territorial”, declarou.

Leia também:

Não estamos em ‘House of Cards’, diz presidente chinês

Presidente da China chega aos EUA para primeira visita oficial

Durante sua declaração, Obama também anunciou que chegou a um acordo com a China sobre segurança no ciberespaço. Segundo o que foi combinado, nenhum dos dois países realizará ou apoiará roubos de propriedade intelectual ou segredos comerciais. O acordo marca um avanço importante em uma das áreas mais delicadas na relação bilateral das nações. “Hoje posso anunciar que nossos países chegaram a um acordo sobre o caminho a seguir no ciberespaço”, disse o presidente americano.

Continua após a publicidade

Os Estados Unidos acusaram a China de roubar centenas de bilhões de dólares em propriedade intelectual e segredos comerciais de empresas americanas e estavam a ponto de impor sanções econômicas aos chineses, que se beneficiaram do roubo eletrônico. Os dois países concordaram em criar uma linha de diálogo sobre o assunto para discutir problemas que podem surgir durante a vigência do acordo anunciado hoje.

Leia também:

China celebra os 70 anos da derrota do Japão na II Guerra

China prende 12 pessoas por explosões em Tianjin

Obama ofereceu uma cerimônia de boas-vindas para Xi, que visita os EUA pela primeira vez, e para sua esposa, Peng Liyuan, no jardim da Casa Branca, antes da reunião a portas fechadas. “Devemos falar francamente de nossas diferenças. Os Estados Unidos sempre falarão em defesa das verdades fundamentais”, afirmou o presidente americano na cerimônia de boas-vindas. Na noite de quinta-feira, os dois presidentes jantaram na Casa Branca, em um encontro informal. Xi, que iniciou sua visita aos EUA com uma reunião em Seattle com presidentes de empresas, é visto em Washington como um dos líderes chineses mais fortes em décadas, consolidando grande poder político, militar e governamental. Contudo, a força política de Xi é apontada como um dos fatores responsáveis pelas disputas marítimas, econômicas e de cibersegurança que estão desestabilizando as complexas relações bilaterais entre as duas maiores potências do mundo.

(Da redação)

Continua após a publicidade

Publicidade