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Anúncio de resultado das eleições egípcias é adiado

Para a Comissão Eleitoral, é preciso mais tempo para divulgar a vitória definitiva

Por Da Redação - 20 jun 2012, 16h39

O anúncio dos resultados das primeiras eleições presidenciais no Egito, inicialmente previsto para quinta-feira, foi adiado para uma data ainda não definida pela Comissão Eleitoral, dirigida pelo juiz Farik Sultan. A agência oficial Mena confirmou a informação adiantada pelo jornal on-line Huffington Post. A decisão é mais um exemplo do caos político no Egito.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então ditador Hosni Mubarak, que renunciou no dia 11 de fevereiro de 2011.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de premeditar e ordenar esses assassinatos.
  3. • A Junta Militar assumiu o comando do país após a queda do ditador e prometeu entregar o poder ao novo presidente, escolhido em eleição, até o dia 30 de junho.

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Disputaram o segundo turno, realizado nos últimos dias 16 e 17, o último premiê do ditador Hosni Mubarak, o general Ahmad Shafiq, e Mohammed Mursi, da Irmandade Muçulmana. Ambas proclamaram a vitória. A Comissão Eleitoral examinava nesta quarta-feira os recursos apresentados pelos advogados dos dois candidatos envolvendo a violação das regras da campanha e a apuração dos votos.

A campanha do ex-primeiro-ministro de Mubarak, Ahmed Shafiq, afirma que ele venceu com 51,5% dos votos, enquanto a equipe do candidato islamita Mohammed Morsi garante que o vencedor é ele, com 52% dos votos. Dezenas de milhares de egípcios da Irmandade Muçulmana protestaram na Praça Tahrir na terça-feira contra a notícia da dissolução do Parlamento.

Estado de saúde – Além da grande quantidade de reclamações dos dois candidatos, que levantam denúncias de fraude, o atraso também é explicado pelas incertezas sobre o estado de saúde do ex-ditador Hosni Mubarak, que chegou a ser declarado morto na terça-feira.

Mais cedo, fontes médicas informaram que as próximas 72 horas serão cruciais para a sobrevivência de Mubarak,que está em coma desde a noite de terça-feira, após sofrer uma trombose cerebral. Apesar de não estar em coma profundo e ter chances de sobreviver, Mubarak corre o risco de não recuperar todas as suas capacidades intelectuais e físicas, além de sofrer sequelas na capacidade de concentração e na visão.

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