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Antes de receber cúpula da Otan, Turquia prende 200 ‘terroristas’; Oposição diz que é outra coisa

Governo também proibiu todas as manifestações até o fim do evento, que partidos e grupos de direitos alegam estar sendo usado como pretexto para repressão

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jun 2026, 09h35
Antes de receber cúpula da Otan, Turquia prende 200 ‘terroristas’; Oposição diz que é outra coisa Priorize VEJA no Google

As autoridades turcas anunciaram a detenção de mais de 200 pessoas suspeitas de vínculos com pequenos grupos de extrema esquerda e com o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em Ancara, duas semanas antes de uma reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Segundo a Procuradoria da capital turca, 209 pessoas foram detidas e 32 estão sendo procuradas.

A maioria dos detidos (185) é acusada de pertencer a diversos grupos de extrema esquerda considerados terroristas pela Turquia, entre eles o Partido-Frente Revolucionário de Libertação do Povo (DHKP-C, de orientação marxista-leninista), que reivindicou vários atentados no passado.

As autoridades de Ancara anunciaram na noite de segunda-feira que todas as manifestações serão proibidas de 28 de junho até o final da cúpula da Aliança Atlântica.

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Prevista para os dias 7 e 8 de julho na capital turca, a reunião receberá dirigentes dos 32 países-membros, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Denúncias

Grupos de oposição, porém, afirmaram que as operações policiais fazem parte do que descrevem como uma repressão mais ampla do Estado turco à democracia e às liberdades civis no país.

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Entre os detidos estavam o jornalista e ativista dos direitos LGBTQIA+ Yildiz Tar, políticos de esquerda e vários advogados, segundo declarações de grupos jurídicos e humanitários. A Associação de Advogados Progressistas informou que três de seus membros foram presos.

O partido pró-curdo DEM condenou a operação, caracterizando os alvos da operação da madrugada como políticos, ativistas e representantes de organizações democráticas.

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“Os preparativos para a cúpula da Otan estão sendo usados ​​como pretexto para restringir a política democrática e as liberdades fundamentais”, afirmou o partido em um comunicado, exigindo a libertação imediata dos detidos.

O grupo de direitos LGBTQIA+ Kaos GL também associou as detenções a restrições impostas antes da cúpula. Yildiz Tar, editor-chefe do grupo, deveria comparecer a uma audiência na quarta-feira, 24, referente a outro processo.

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