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ANP diz que encontros de Amã não levam a negociações

Jerusalém, 27 jan (EFE).- Os encontros que nestas últimas semanas foram mantidos em Amã entre representantes israelenses e palestinos não levaram a negociações de paz, afirmou nesta sexta-feira o porta-voz da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Nabil Abu Rudeina.

Em declarações à agência independente palestina ‘Ma’an’, o porta-voz disse que Israel não propôs nada relevante para o início das negociações e que a reivindicação para apresentar sua posição nas áreas de fronteira e segurança não foi correspondida.

‘Basicamente, a ideia israelense de um Estado palestino consiste em um muro (o da Cisjordânia) e assentamentos’, comentou.

Israelenses e palestinos mantiveram em janeiro várias reuniões com a mediação da Jordânia para explorar as perspectivas de paz na região e apresentar em três meses suas ideias sobre as futuras fronteiras do Estado palestino, além das medidas que garantam a segurança de Israel, seguindo uma proposta do Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Nações Unidas).

O prazo foi encerrado na quinta-feira sem que Israel apresentasse à parte palestina um documento redigido e seu negociador-chefe, Itzhak Moljo, se limitou a explicar que em um futuro acordo a maioria dos colonos deverá permanecer sob soberania israelense em seus assentamentos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que entregou uma proposta com 21 pontos, mas o negociador palestino Nabil Shaath a considerou como ‘redação sobre a paz feita por um estudante do ensino médio’.

O ministro das Relações Exteriores jordaniano, Nasser Judeh, declarou em entrevista coletiva concedida após o último encontro, realizado na quarta-feira, que por enquanto não há previsão de mais reuniões.

O futuro das negociações passa agora para a Liga Árabe, que em 4 de fevereiro ouvirá do presidente palestino, Mahmoud Abbas, uma descrição da situação e deverá aconselhá-lo em relação aos próximos passos. EFE