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Americanos são suspeitos de estupro em ilha japonesa

Em 1995, incidente semelhante provocou protestos em massa em Okinawa

Dois militares americanos foram detidos na terça-feira sob suspeita de estupro de uma japonesa na ilha de Okinawa, que abriga uma grande base militar dos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira a rede CNN. Os dois suspeitos, de 23 anos, teriam violentado uma jovem e feriram a vítima no pescoço na noite de segunda-feira, segundo a imprensa local. A polícia de Okinawa não comentou a informação.

Em 1995, um caso semelhante – em que três soldados americanos estupraram uma adolescente japonesa – provocou protestos em massa contra os Estados Unidos na ilha. Além disso, o caso acontece em um momento de grande sentimento antiamericano na ilha do sul do Japão.

No começo deste mês, os Estados Unidos enviaram seis aviões para uma base aérea na ilha de Okinawa em meio a protestos dos moradores da ilha, que denunciam uma crescente e opressora presença americana no território. No total, serão enviados seis aparelhos híbridos Osprey, máquinas sofisticadas – porém com um grande histórico de acidentes – que decolam como helicóptero e voam como avião, segundo o jornal The New York Times.

O envio das aeronaves faz parte da estratégia do governo de Barack Obama de aumentar a presença militar dos EUA na Ásia com o crescimento da influência da China e a ousadia do regime norte-coreano. A operação foi apoiada por Tóquio, que vê o reforço como uma forma de ajudar a garantir a soberania sobre as ilhas Senkaku, no mar do Leste da China, disputadas com Pequim.

Diplomacia – O embaixador dos Estados Unidos, John Roos, expressou a vontade do governo americano de oferecer ‘uma cooperação total e inequívoca na investigação’. “Eu compreendo a revolta das pessoas”, disse Roos após uma conversa com o vice-chanceler nipônico, Shuji Kira.

O prefeito de Okinawa, Hirokazu Nakaima, que faz campanha contra a presença militar americana na ilha, manifestou irritação em uma reunião com o ministro da Defesa, Satoshi Morimoto.

(Com agência France-Presse)