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Americano é condenado à prisão perpétua por estupros nos anos 1970

John MacLean já havia cumprido pena pelo roubo de mais de mil casas nos EUA; comparação de DNA trouxe dois casos de volta à Justiça

Por Da Redação - Atualizado em 13 ago 2018, 23h51 - Publicado em 13 ago 2018, 20h40

Apelidado de “superladrão”, o americano John Arthur MacLean, foi condenado à prisão perpétua nesta segunda-feira (13) por dois estupros cometidos nos anos 1970. A condenação foi determinada por dois tribunais da Flórida, nos Estados Unidos.

MacLean, de 71 anos, não assistiu à audiência na qual o juiz Jeffrey Colbath determinou a sentença pelo estupro de uma adolescente de 15 anos, em 1976, e de uma mulher de 26 anos, um ano depois, de acordo com o portal The Palm Beach Post. Ambos os casos aconteceram em Boca Raton, na Flórida.

Autor do livro Secrets of a Superthief (1983), no qual conta as suas aventuras roubando imóveis, MacLean foi preso em 2012, depois de ter cumprido pena pelos mais de mil roubos a residências do litoral leste dos Estados Unidos. Em suas contas, roubou mais de 100 milhões de dólares em dinheiro, joias e outros objetos de valor ao longo de seis anos.

As duas investigações sobre estupro tinham se tornado “cold cases” (casos frios), a expressão usada para os que são arquivados sem solução. Nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, os crimes não prescrevem e, diante de novas constatações, suas investigações podem ser reabertas.

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A nova detenção de MacLean foi possível depois de a polícia ter comparado o seu DNA com materiais recolhidos na  investigação de dois casos. O DNA do “superladrão” estava registrado no sistema da polícia porque, em 1992, ele tinha sido condenado no Arizona por exploração sexual de um menor, segundo a imprensa.

Durante os julgamentos dos dois casos, em abril e junho, os advogados de MacLean argumentaram que as provas estavam “contaminadas”. Os juízes, porém, o declararam culpado. As duas vítimas testemunharam no tribunal e contaram que foram atacadas por um homem armado, que prometeu não fazer mal caso elas não reagissem.

(Com EFE)

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