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América tem a maior taxa de homicídios por arma de fogo

Continente é responsável por 74% dos casos; Brasil é o 3º da América do Sul

Por Da Redação 6 out 2011, 08h24

Países com grande disparidade de renda têm quatro vezes mais chance de registrar delitos violentos que as sociedades mais equitativas

O continente americano tem a maior taxa de homicídios por arma de fogo do mundo, com 74% dos casos – enquanto a Europa vem em seguida, com 21%. A denúncia foi feita nesta quarta-feira pela ONU, no Estudo global sobre homicídios, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC). O documento mostra ainda que no mundo todo houve 468.000 homicídios em 2010, dos quais 36% foram cometidos na África, 31% nas Américas, 27% na Ásia, 5% na Europa e 1% na Oceania.

Se esses dados forem ajustados à população de cada região, a ONU localiza as maiores taxas de homicídios na África, com 17 mortes por cada 100.000 habitantes, e nas Américas, com 16, superando em mais de duas vezes a média global de 6,9 homicídios. Já Ásia, Europa e Oceania apresentam índices de três a quatro homicídios por cada 100.000 habitantes.

As estatísticas da ONU sublinham que a América Central e o Caribe são as únicas regiões do mundo nas quais o número de homicídios aumentou desde 1995. Os países latino-americanos com as maiores taxas de homicídio são El Salvador, Honduras, Guatemala, Venezuela, Colômbia, Brasil e México.

Maiores riscos – A ONU estabelece um vínculo claro entre o crime e o desenvolvimento, uma vez que os países com grande disparidade de renda têm quatro vezes mais chance de registrar delitos violentos que as sociedades mais equitativas. No caso específico da América Latina, o crime organizado teria um papel representativo no impulso da taxa de homicídios, sendo responsável por 25% do total das mortes por arma de fogo.

O estudo assinala ainda que o risco de morrer em um homicídio é muito maior para um homem (11,9 pessoas por 100.000) que para uma mulher (2,6 em cada 100.000). Enquanto os homens morrem em sua imensa maioria em espaços públicos, as vítimas femininas são assassinadas em sua maior parte dentro do lar, indica a ONU.

(Com agência EFE)

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