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Alvo dos EUA na Somália tramou ataque no Quênia, segundo relatório

Terrorista queniano de origem somali é apontado como elo entre grupo Al Shabab e militantes da Al Qaeda

Por Da Redação 8 out 2013, 12h13

O alvo da operação conduzida pelos Estados Unidos neste fim semana na Somália foi o terrorista Abdikadar Mohamed Abdikadar, conhecido como Ikrima. Segundo agências de segurança quenianas e ocidentais, Ikrima tramou ataques contra o vizinho Quênia e atuou como elo entre comandantes do grupo islâmico Al Shabab na Somália e militantes da rede terrorista Al Qaeda.

Inicialmente, veículos de comunicação dos EUA, como o jornal The New York Times, divulgaram que a operação para capturar Ikrima em Brawe, um reduto terrorista na Somália, havia sido bem-sucedida, mas a informação foi posteriormente desmentida. O grupo de militares do Seals (força de elite da Marinha dos EUA, a mesma que matou Osama Bin Laden) bateu em retirada depois de um tiroteio, sem conseguir capturar Ikrima.

Segundo relatórios, Ikrima planejou atacar o Parlamento queniano, matar políticos do país e atingir instalações da ONU em Nairóbi. Nenhum desses planos foi bem-sucedido.

Há a suspeita do envolvimento do terrorista com o ataque ao shopping Westgate, em Nairóbi, que provocou a morte de 69 civis e soldados em setembro – a autoria do atentado foi assumida pelo grupo Al Shabab. “Ele é um planejador que é implacável em criar operações no Quênia”, disse Matt Bryden, ex-coordenador do Grupo de Monitoramento da ONU na Somália e Eritreia.

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Um desertor da Al Shabab, que atualmente colabora com a inteligência somali, descreveu Ikrima como um homem na faixa dos 30 a 40 anos e com capacidade para conceber ataques complexos. Especialistas dizem que o terrorista foi doutrinado e treinado por dois agentes da Al Qaeda, Fazul Mohammed e Saleh Nabhanm suspeitos de envolvimento no atentado de 1998 à embaixada dos EUA no Quênia e nos ataques de 2002 a um hotel israelense e a um avião comercial na cidade queniana de Mombasa.

As agências de inteligência não revelaram quando Ikrima se mudou do Quênia para a Somália.

(Com agência Reuters)

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