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Alemanha fecha embaixada, consulado e escola na Turquia por ameaças de bomba

Em janeiro, doze turistas alemães perderam a vida em janeiro passado em um atentado suicida em Istambul e atribuído ao grupo jihadista Estado Islâmico

A embaixada da Alemanha em Ancara permanecerá fechada nesta quinta-feira como medida de segurança, após uma ameaça de bomba que afetou também o consulado e o colégio alemão em Istambul, confirmou o Ministério das Relações Exteriores. As ameaças terroristas estão mais factíveis nos últimos dias após o atentado de domingo passado na capital da Turquia, que deixou mais de 30 mortos, informou o Ministério.

“Por favor, evitem as imediações do consulado geral”, ressalta a mensagem do Ministério das Relações Exteriores alemão. Já na terça-feira a embaixada alemã em Ancara tinha advertido seus cidadãos sobre possíveis novos atentados na capital. Em sua página de internet, o Ministério recomenda que aumentem as precauções em Istambul, Ancara e outras grandes cidades na Turquia e evitar as grandes aglomerações de gente, também em lugares públicos e turísticos, assim como evitar locais próximos de edifícios militares e governamentais. Em janeiro, doze turistas alemães perderam a vida em janeiro passado em um atentado suicida em Istambul e atribuído ao grupo jihadista Estado Islâmico.

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Curdos assumem autoria – O grupo armado Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK, sigla em curdo) se responsabilizou nesta quinta pelo atentado suicida com um carro-bomba que causou 37 mortes no último domingo em Ancara. O grupo informou que o atentado foi uma “ação de vingança” pelas operações militares no sudeste do país, onde se concentra a minoria curda. O comunicado confirmou que a autora do atentado foi Seher Demir, uma jovem que militava desde 2013 no TAK.

O grupo expressou “tristeza” pelas vítimas civis do atentado cujo objetivo, alegaram, era atingir as forças policiais. O carro-bomba conduzido por Seher explodiu na tarde do domingo na praça de Kizilay, no centro de Ancara, ao lado de um ônibus municipal, e a imprensa turca só informou da presença de um policial entre as vítimas. O ônibus fazia um trajeto que passava por uma universidade e vários estudantes morreram no ataque.

O TAK já havia reivindicado o ataque de 17 de fevereiro contra um comboio militar no centro de Ancara, também cometido com um carro-bomba conduzido por um suicida, que deixou 28 mortos, a grande maioria militares. No ano passado foram retomados os combates entre as forças de segurança turcas e as milícias curdas em muitas cidades do sudeste da Turquia. Os combates colocaram fim à frágil trégua entre o governo e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em turco), que realiza uma insurreição armada desde 1984. Os curdos são um povo com cultura e língua próprias que habitam uma região que compreende áreas da Turquia, Iraque, Irã e Síria. Há décadas eles lutam pela independência.

(Da redação)