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Alemanha ameniza o tom e reforça pacto com os EUA

Ministro do Interior assegurou que a cooperação com Estados Unidos será mantida, especialmente na luta contra o terrorismo

Por Da redação 29 Maio 2017, 21h51

Um dia depois de Angela Merkel afirmar que a União Europeia não pode mais se apoiar nos Estados Unidos e na Inglaterra, o ministro de Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, assegurou nesta segunda-feira que a cooperação com os países, especialmente na luta contra o terrorismo, será mantida e até mesmo aprofundada nos próximos anos.

Maizière fez estas declarações em um simpósio sobre terror jihadista e destacou que, apesar das diferenças da Alemanha e da Europa com estes dois países, os interesses no quesito segurança são os mesmos e a colaboração é necessária e proveitosa para todas as partes.

O ministro destacou que, para a Alemanha, o apoio dos Estados Unidos neste tema tem um “importante significado” e se disse convencido de que essa parceria irá melhorar no curto e médio prazo. Sobre o Inglaterra, Maizière indicou que a cooperação permanecerá mesmo após o Brexit e ponderou que este movimento não deveria ter consequências no tocante à segurança.”Temos interesses idênticos”, afirmou o ministro.

Apesar da tentativa de Thomas de Maizière de colocar panos quentes na situação, outro ministro de Merkel, Sigmar Gabriel, das Relações Exteriores da Alemanha, afirmou, também nesta segunda-feira, que as ações de Donald Trump “enfraqueceram” o Ocidente e acusou o governo dos Estados Unidos de ir “contra os interesses da União Europeia”.

No domingo, a chanceler alemã afirmou que a Europa deve cuidar de seu destino “com as próprias mãos”, frente a uma aliança ocidental dividida pelo Brexit e a presidência de Donald Trump nos Estados Unidos. “O tempo em que podíamos depender completamente de outros terminou. Vivi isso nos últimos dias”, disse Merkel a uma multidão em um comício eleitoral em Munique, no sul da Alemanha.

Em resposta às declarações de Merkel, a primeira-ministra da Inglaterra, Theresa May, afirmou que quer manter uma parceria forte com a União Europeia na segurança e no comércio. “Não estamos saindo da Europa. Estamos saindo da União Europeia”, disse May.

(Com agências internacionais)

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