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Alemanha afirma que 5 bilhões de euros são necessários para melhorar vida de refugiados

Ministro da economia teme que "geração perdida" em campos de refugiados se torne terrorista

Por Da Redação - 19 set 2015, 11h48

A comunidade internacional precisa destinar 5 bilhões de euros (22,5 bilhões de reais) para aliviar a crise de refugiados no Oriente Médio. A avaliação foi feita neste sábado pelo ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel.

“Este é o mínimo que precisamos para retornar a um nível aceitável de nutrição e cuidado médico”, disse Gabriel. Ele pediu que a União Europeia, os Estados Unidos, os países do Golfo Pérsico e organizações internacionais contribuam.

O montante não inclui, segundo o ministro, recursos para outros programas, como treinamentos. “Nós precisamos convencer os Estados do Golfo na região a investir junto conosco, porque se tivermos uma geração perdida nos campos de refugiados essa é a próxima geração da qual emergirá um repositório de terroristas.”

A Alemanha e a Suécia são os maiores destinos na Europa dos imigrantes que fogem das guerras na Síria, no Iraque e no Afeganistão. Eles seguem, além disso, para campos pelo Oriente Médio. Apenas na Alemanha, bem mais de 100 000 imigrantes entraram no país neste mês. O número pode superar 1 milhão até o final do ano.

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Neste sábado, países ao longo da fronteira europeia continuavam a lidar com o fluxo de pessoas. A Croácia enviou imigrantes à Eslovênia e à Hungria, enquanto as autoridades húngaras convocaram reservas para ajudar a proteger as fronteiras, de onde enviavam milhares de pessoas para a fronteira austríaca.

Na próxima terça-feira, ministros do Interior e da Imigração da União Europeia se reunirão para discutir como lidar com o fluxo de migrantes. No dia seguinte, líderes do bloco terão novas conversas. Um dos objetivos será tentar chegar a um acordo para redistribuir de maneira mais igualitária 120 000 pessoas que estão na Grécia, na Itália e na Hungria.

(Da Redação)

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