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Al-Qaeda está enfraquecida, mas representa perigo crescente no Iêmen (CIA)

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13 set 2011, 14h45

O núcleo da Al-Qaeda foi seriamente abalado, mas no Iêmen, a sua filial Aqpa (Al-Qaeda na Península Arábica), representa um perigo crescente, afirmaram nesta terça-feira chefes da inteligência americana.

Embora a Al-Qaeda sofra uma pressão sem precedentes, seu braço no Iêmen “se tornou uma das entidades regionais mais perigosas da Jihad no mundo”, declarou o novo diretor da CIA, David Petraeus, que falou pela primeira vez no Congresso desde que tomou posse.

“A CIA afirma que dez anos após os atentados de 11 de setembro, os Estados Unidos estão ainda sob forte ameaça da Al-Qaeda e de todas as suas filiais e simpatizantes”, afirmou o ex-general das forças armadas.

Perdas importantes na Al-Qaeda “criaram um grande buraco” em seus grupos no Paquistão e no Afeganistão, mas a “exploração deste buraco vai exigir um esforço grande”, acrescentou.

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Na mesma reunião, o diretor nacional de Inteligência, James Clapper, afirmou que a Al-Qaeda no Iêmen é claramente “um inimigo disfarçado”, fazendo referência principalmente a tentativa de atentado contra o voo Amsterdã-Detroit no natal de 2009, cometido por um nigeriano de 24 anos.

“Nutrimos uma real inquietação quanto à capacidade desse grupo de conduzir novos ataques em solo americano e contra interesses americanos no exterior, assim como em relação à capacidade de espalhar sua propaganda entre extremistas que vivem em países ocidentais para que estes ajam em seus próprios países”, acrescentou.

Os dois homens fizeram essas declarações diante do Congresso antes de uma reunião com a comissão de inteligência. Nesta reunião, a primeira em 10 anos, os senadores e deputados devem revisar as ações da inteligência americana depois dos atentados de 11 de setembro.

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Os dois explicaram que o assassinato do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden em maio durante uma ação americana no Paquistão, foi o maior golpe desferido contra a organização islamita e que o sucesso foi possível graças a uma colaboração inédita entre a inteligência e as Forças Armadas.

James Clapper adiantou que o serviço de inteligência fez progressos consideráveis nestes últimos 10 anos ao compartilhar informações, um novo hábito que antes do 11 de setembro era considerado uma má conduta profissional.

Os cortes orçamentários que o Congresso deve realizar não deverão colocar em risco a segurança do país, reconhecendo que algumas despesas deverão diminuir, sem dar mais explicações.

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