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AIEA cria equipe especial para questão nuclear iraniana

País é acusado de tentar desenvolver a bomba atômica. Autoridades negam

Por Da Redação 29 ago 2012, 15h01

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) criou um grupo de trabalho composto por especialistas de várias áreas que está focado na investigação das atividades atômicas do Irã e na tentativa de elaborar um acordo com o país, apontou um comunicado interno do organismo divulgado nesta quarta-feira. O projeto é uma tentativa de concentrar esforços e recursos na complicada questão iraniana.

A AIEA investiga há cerca de uma década as atividades nucleares do país, que durante 18 anos manteve em segredo seus avanços atômicos, o que causou grande desconfiança na comunidade internacional. O Irã é acusado de tentar desenvolver uma arma atômica, versão negada pelas autoridades iranianas, que garantem que seu programa nuclear é civil, com finalidades pacíficas.

Falta de consenso – Na última sexta-feira, a agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu com o governo de Teerã para discutir sobre seu controverso programa nuclear e tentar negociar um acordo que permitiria ao organismo ter um maior acesso às instalações nucleares do país. O encontro, no entanto, terminou sem que um consenso fosse atingido, como já havia acontecido em junho deste ano.

Como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), a nação deve submeter suas instalações nucleares à verificação da agência, mas pode reivindicar o direito de enriquecer urânio.

Relatório – O novo relatório da AIEA sobre o Irã, que deve ser divulgado até o fim desta semana, revelará que o país aumentou novamente sua capacidade de enriquecimento de urânio, ou seja, continua desenvolvendo seu programa nuclear, apesar da aplicação de diversas sanções internacionais.

Segundo os diplomatas consultados pela Agência France-Presse, o documento deve mostrar que o Irã instalou 350 novas centrífugas para enriquecer urânio em suas instalações subterrâneas. Em seu relatório anterior, divulgado em novembro, a AIEA informou que o Irã possuía mais de 1.000 centrífugas, das quais 700 estavam em funcionamento. O país informou à AIEA que pretendia instalar 3.000 centrífugas.

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Movimento de Países Não Alinhados (MPNA)

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