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Ahmadinejad perde influência no novo Parlamento do Irã

Teerã, 5 mai (EFE).- Os ultraconservadores islâmicos opostos ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reforçarão sua presença na nova legislatura do Parlamento do país, segundo os resultados provisórios do segundo turno das eleições legislativas desta sexta-feira.

Com este resultado, o regime da República Islâmica se concentraria ainda mais em torno do poder religioso do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, impondo mais dificuldades ao Governo de Ahmadinejad no ano que lhe resta no cargo.

Até a manhã deste sábado foram apurados os 11.072 colégios eleitorais das 32 circunscrições menores que participavam do segundo turno, e, dos 40 deputados através deles, de acordo com a imprensa local, 50% são ultraconservadores e 20% são claros seguidores de Ahmadinejad, sendo os demais independentes.

Já foram apurados mais de 90% dos 3.251 colégios de Teerã, de onde sairão 25 novos deputados, e seguiam na liderança os candidatos da lista da Frente Principalista Unida, mais próximos a Khamenei.

Com 14 de seus aspirantes situados entre esses 25, a Frente Principalista Unida se transformará sem dúvida na primeira força e, somadas as circunscrições menores e as cadeiras que obteve no primeiro turno, pode alcançar cerca de 140 dos 290 deputados que compõem o Parlamento.

Outros grupos ultraconservadores obtiveram 75 deputados no primeiro turno, e é previsível que consigam alguns mais no segundo, com o que a oposição a Ahmadinejad teria quase 80% do Parlamento, restando menos de 25% ao entorno do presidente e a alguns poucos reformistas.

Sob esta perspectiva, o atual vice-presidente do Parlamento, o deputado reeleito Mohammad Reza Bahonar, já advertiu que a próxima legislatura, que deverá ter início em 27 de maio, ‘não será obediente ao Governo’. EFE