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Ahmadinejad é recebido como herói em visita polêmica ao Líbano

O presidente iraniano atacou Israel e se encontrou com pessoas ligadas ao Hezbollah

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi recebido como herói nesta quarta-feira, no Líbano. Durante a visita polêmica, o ditador destacou a resistência de Beirute diante da agressão de Israel, país que ele já quis “riscar do mapa”, e se encontrou com pessoas ligadas o grupo radical Hezbollah.

No início de sua visita oficial, Ahmadinejad foi recebido por milhares de pessoas convocadas pelo Hezbollah, aliado do regime de Teerã e o mais poderoso movimento político e militar do Líbano. Ele também se encontrará com o líder dos radicais, Hassan Nasrallah, em um ato organizado pelo grupo.

“Os inimigos do Líbano e do Irã estão invadidos pelo terror quando veem estas duas nações lado a lado”, declarou o presidente iraniano em sua chegada, segundo a agência oficial iraniana Irna.”Hoje viramos uma nova página. Estou orgulhoso por estar no Líbano”, acrescentou ao dirigir-se ao presidente do Parlamento, o xiita Nabih Berri, que o recebeu no aeroporto.

A bordo de um carro sem capota, Ahmadinejad saudou as pessoas que lhe jogavam arroz, pétalas de rosa e gritavam “Kosh Amadi!” (bem-vindo, em persa) e “Allah Akbar” (Deus é grande, em árabe).

Polêmica – No palácio presidencial de Baabda, perto de Beirute, Ahmadinejad acirrou a polêmica provocada por sua viagem e atacou Israel. Ele assegurou que “damos o total apoio à resistência do povo libanês contra o regime sionista e queremos a total libertação dos territórios ocupados no Líbano, Síria e Palestina”.

Em coletiva conjunta depois de se reunir com seu colega libanês, Michel Suleiman, o presidente iraniano acrescentou que “ambos temos interesses e inimigos comuns”.

O Hezbollah combateu Israel em 2006, e anteriormente o fez no sul do país, até 2000, durante os 22 anos de ocupação israelense.

Reações – A visita do presidente da República Islâmica também criou constrangimento no próprio Líbano, onde os pró-ocidentais reprovam Teerã por sua interferência e temem que o país se transforme numa base iraniana às portas do Estado hebreu.

Em Kosovo, etapa de sua viagem pelos Bálcãs, a secretária de Estado americana Hillary Clinton disse, nesta quarta-feira, que os Estados Unidos rejeitavam qualquer ação que “desestabilize ou inflame tensões” no Líbano.

Em Israel, o deputado de extrema-direita Arie Eldad foi além e preconizou a eliminação do presidente iraniano.

(Com agência France-Presse)