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Ahmadinejad admite que sanções incomodam o Irã

Em entrevista a uma TV estatal, presidente do Irã afirmou que as punições afetam gravemente a nação e representam 'uma guerra total, oculta e dura'

Por Da Redação 5 set 2012, 10h31

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, admitiu que as sanções impostas pela comunidade internacional contra seu país – por esconder dados sobre seu programa nuclear – afetam gravemente a nação e representam “uma guerra total, oculta e dura”.

Saiba mais: Ex-diretor da CIA diz que ataque ao Irã pode esperar

Em entrevista ao canal de televisão oficial IRIB, Ahmadinejad explicou que existem obstáculos para realizar atitudes simples, como fazer transferências de dinheiro, e ressaltou que as sanções dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) dificultam inclusive a compra de produtos básicos, como alimentos, além de atrapalhar a venda de petróleo. Ele disse, contudo, que estas barreiras serão “retiradas” por seu governo eventualmente. Ahmadinejad ainda atacou o atual sistema de gestão da Organização das Nações Unidas (ONU), que classificou como exclusivo, e o direito de veto das grandes potências no Conselho de Segurança (CS) do órgão.

Petróleo – Em 1º de julho, a UE impôs um embargo petrolífero total ao Irã, que afetou suas vendas no mundo todo, o que fez com que suas exportações desabassem neste mês. As autoridades iranianas asseguraram, no entanto, que as exportações se recuperaram em agosto, após o país receber apoio de nações asiáticas, como China, Índia e Japão.

Tanto a UE como os EUA reforçaram também as sanções financeiras a Teerã e aos bancos iranianos, inclusive o Banco Central, o que provocou graves problemas de transferência de dinheiro e dificuldades para obter divisas estrangeiras, além de cobrar e pagar as exportações e importações.

Histórico – O governo do Irã, que dificulta as averiguações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em seu programa nuclear, é acusado de tentar desenvolver uma arma atômica, versão negada pelas autoridades, que garantem que o projeto é civil, com finalidades pacíficas.

Leia também: AIEA não consegue entrar em acordo com o governo do Irã

(Com Agências France-Presse e EFE)

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