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Afeganistão diz que apoio de Paquistão é fundamental para processo de paz

Agus Morales.

Islamabad, 16 fev (EFE).- O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, afirmou nesta quinta-feira que o apoio do Paquistão para negociar com o movimento fundamentalista islâmico talibã é fundamental para o processo de paz no país.

As declarações foram feitas durante reunião de cúpula realizada em Islamabad entre Afeganistão, Paquistão e Irã. O primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, assegurou a Karzai que o país apoiará ‘qualquer processo de paz no Afeganistão que seja liderado e reconhecido pela população local’.

Já o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, afirmou que seu país tem interesse na existência de um Afeganistão ‘estável, próspero e pacífico’. Já o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu que os três países trabalhem para enfrentar desafios comuns, como o terrorismo, o narcotráfico ou o tráfico de seres humanos.

Um porta-voz de Zardari adiantou à Agência Efe que os três líderes darão uma entrevista coletiva nesta sexta-feira para resumir os resultados da cúpula, que acontece anualmente desde 2009.

O encontrou ocorreu pouco depois da criação no Catar, com o aval dos Estados Unidos, de um escritório Talibã para facilitar as negociações de paz no Afeganistão.

Karzai, que num primeiro momento estava reticente à ideia, finalmente aceitou a proposta, apesar de nenhum dos três países presentes na cúpula terem presença direta nas conversas.

O presidente afegão deu ontem uma entrevista ao jornal americano ‘Wall Street Journal’ na qual afirmou que o país está explorando outras vias de negociação com os insurgentes.

‘Houve contatos entre o governo dos EUA e o talibã, entre o governo afegão e os talibãs, e também contatos feitos por todas as partes’, disse o líder, sem dar maiores detalhes sobre essas conversas.

O papel do Paquistão nas negociações de paz é considerado importante pois seu governo mantém uma histórica relação íntima com os talibãs, e inclusive foi acusado por muitas vezes de apoiar e dar cobertura ao grupo. EFE