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Advogado pede prisão de ex-secretário por risco de fuga para o Brasil

Ricardo Jaime, que responde a mais de vinte processos, tem um irmão e uma filha que moram no Brasil, informou o jornal 'Clarín'

Por Da Redação 4 dez 2013, 18h38

Um dos advogados do processo que investiga a tragédia em uma linha de trem em Buenos Aires pediu a prisão do ex-secretário dos Transportes Ricardo Jaime. O advogado Gregorio Dalbón argumenta que há risco de fuga para o Brasil, onde moram um irmão e uma filha do ex-secretário, informou o jornal Clarín.

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O acidente na estação Once, no bairro de Balvanera, deixou 51 mortos e mais de 700 feridos em fevereiro do ano passado. Quatro meses depois, o promotor Federico Delgado defendeu que Jaime e outros ex-funcionários do governo respondessem a acusação de dano culposo, peculato e associação ilícita. Para ele, os funcionários tinham responsabilidade por controlarem o funcionamento da concessionária e os subsídios a ela destinados.

O pedido de prisão preventiva lembra que o ex-secretário responde a mais de vinte processos e ficou uma semana foragido depois de ter tido sua prisão decretada pelo juiz responsável pelo processo no qual é acusado de administração fraudulenta. Ele pagou fiança e se comprometeu a se apresentar aos tribunais, o que o livrou do risco de ser preso.

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Jaime ocupou a Secretaria de Transportes de 2003 a 2009, período em que foi um dos homens fortes do kirchnerismo. Já envolvido em denúncias de corrupção, ele renunciou depois da derrota do governo nas eleições legislativas.

No final de novembro, o ex-secretário compareceu diante do juiz do processo ao qual responde por enriquecimento ilícito, mas se negou a dar declarações. Ele já tem uma condenação a seis meses de prisão determinada pela Justiça de Córdoba por tentar subtrair provas relacionadas a este processo. Responde ainda por acusações de recebimento de propina.

Atualmente, a secretaria encontra-se nas mãos de Aníbal Florencio Randazzo, um ex-ministro de governo da província de Buenos Aires. A situação do transporte público no país segue problemática. Acidentes com vítimas se repetem e descarrilamentos também são frequentes.

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