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Acusados de matar cientista nuclear estão presos, diz Irã

República islâmica alega que Estados Unidos e Israel estão por trás do atentado

O governo iraniano afirmou nesta segunda-feira que prendeu os suspeitos do assassinato do cientista nuclear Mustafa Ahmadi Roshan em uma explosão na última quarta-feira. De acordo com o porta-voz do Parlamento do país, Ali Larijani, os acusados de realizar o ataque foram detidos e interrogados. A investigação sobre o atentado, ressaltou Larijani em entrevista ao canal estatal Al Alam, prossegue.

Entenda o caso

  1. • O cientista nuclear iraniano Mustafa Ahmadi Roshan foi morto no dia 11 de janeiro, após a explosão de uma bomba que havia sido colocada em seu carro.
  2. • O assassinato causou revolta no governo iraniano, que desconfia que o atentado possa ter sido planejado por Israel ou EUA – ambos os países negaram envolvimento.
  3. • Este é o mais recente de uma série de ataques executados nos dois últimos anos contra cientistas iranianos vinculados ao polêmico programa nuclear do país.

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O Irã afirma ter provas do envolvimento dos Estados Unidos e de Israel na morte de Roshan, de 32 anos. Ele foi vítima da explosão de uma bomba magnética instalada na porta do seu carro. O ataque também matou o motorista do cientista, que era subdiretor da central atômica de Natanz, a principal do país.

“Temos documentos e provas confiáveis de que o ato terrorista foi planejado, orientado e apoiado pela CIA”, disse o Ministério de Relações Exteriores iraniano em uma carta entregue ao embaixador suíço em Teerã – sem representação oficial no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, os Estados Unidos se comunicam no país através da Embaixada da Suíça.

Tanto o governo americano quanto o israelense negaram o envolvimento no atentado, que provocou a ira do guia supremo da revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei. O líder religioso acusou os serviços secretos americanos e israelenses – “a CIA e o Mossad” – de estarem por trás do atentado e prometeu “castigar os que cometeram este crime”. Desde janeiro de 2010, outros três cientistas, dois dos quais envolvidos no programa nuclear, foram assassinados em ações similares no Irã.