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Acusado por genocídio em Ruanda é preso na RDC

Por Da Redação 10 dez 2015, 20h56

Um dos principais acusados de cometer atrocidades no genocídio de 1994 em Ruanda foi preso na República Democrática do Congo (RDC), anunciou nesta quinta-feira a estrutura da ONU que sucede o Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR). Ladislas Ntaganzwa, de 53 anos, é acusado de ter incitado e de ter participado dos massacres de mais de 20.000 civis tutsi, e nos estupros de mulheres tutsi.

Ntaganzwa, que era prefeito de Nyakizu quando ocorreu o genocídio, era um dos nove fugitivos ruandeses procurados pela Justiça internacional. Seu caso foi transferido em maio de 2012 à justiça ruandesa pelo TPIR, que julgava os responsáveis pelo genocídio que deixou um milhão de mortos.

Os Estados Unidos ofereceram 5 milhões de dólares por uma informação que levasse à sua captura, mas a ONU não informou as circunstâncias da detenção de Ntaanzwa. Ele deverá ser julgado em Ruanda.

Enquanto esteve aberto, o TPIR condenou 61 acusados do genocídio e absolveu 14. Dez acusados foram encaminhados para julgamento no país, segundo o site do tribunal.

(Da redação)

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