Clique e assine a partir de 9,90/mês

Acusado pelo TPI toma posse como presidente no Quênia

Uhuru Kenyatta é acusado de crimes contra a humanidade, por ter participado de atos violentos após as eleições de 2007, que deixaram 1.300 pessoas mortas

Por Da Redação - 9 Apr 2013, 12h15

Acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, Uhuru Kenyatta tomou posse nesta terça-feira como quarto presidente do Quênia, em uma grande cerimônia realizada no estádio de Kasarani, nos arredores de Nairóbi, que contou com a presença de dezenas de chefes de estado africanos e cerca de 60.000 pessoas. O novo presidente, de 51 anos, sucede Muwai Kibaki, 81 anos, que estava no poder desde 2002.

Kenyatta foi ratificado vencedor das eleições de 4 de março após a Suprema Corte desprezar, em 30 de março, a impugnação dos resultados pela coalizão do ex-primeiro-ministro Raila Odinga, devido a acusações de fraude. A União Europeia (UE) e os Estados Unidos estiveram representados por seus embaixadores no Quênia – o presidente americano, Barack Obama, de pai queniano, não particiou da cerimônia.

Leia também:

Leia também: Obama inspira irmão a disputar eleições no Quênia

Continua após a publicidade

Pendência – O novo presidente desperta receios da UE e dos EUA por ter um caso pendente no TPI, sob acusações de ter participado de atos violentos após as eleições de 2007, que terminaram com um saldo de 1.300 pessoas mortas. A onda de violência teria se dado após acusações de fraudes ligadas ao então presidente em fim de mandato, Mwai Kibaki. As eleições de março deste ano foram realizadas de forma relativamente pacífica.

Os enfrentamentos em 2007 e 2008 terminaram com a assinatura de um acordo, em fevereiro de 2008, por meio do qual foi formado um governo de união nacional no qual Kibaki (da tribo quicuio) manteve a Presidência, e Odinga, da etnia luo, foi designado primeiro-ministro. Kenyatta se tornou hoje o terceiro presidente da comunidade quicuio, que soma cerca de 20% da população do Quênia.

O Quênia é o primeiro país que elege como chefe de estado um candidato processado pelo TPI, e é o segundo país, depois do Sudão, dirigido por um presidente que enfrenta um julgamento nesta corte, Omar al Bashir. Além disso, o vice-presidente queniano, William Ruto, também está sendo julgado no TPI por acusações similares às de Kenyatta.

(Com agência EFE)

Publicidade