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Acusado de pedofilia, técnico italiano comete suicídio na cadeia

Antonio Marci foi reconhecido em um bar por um homem que havia sido abusado por ele quando criança, 29 anos antes

Por Da redação Atualizado em 16 jan 2017, 20h15 - Publicado em 16 jan 2017, 20h13

O treinador de futebol juvenil italiano Antonio Marci, de 63 anos, conhecido como “Tonino”, cometeu suicídio no último sábado, dias após ser preso em Alexandria, na região de Piemonte, na Itália. Ele era acusado de prostituição de menores e posse de material pornográfico infantil. O advogado Massimo Taggiasco afirmou que havia pedido a prisão domiciliar do treinador por temer por sua segurança dentro da penitenciária, mas nunca imaginou que ele pudesse se matar.

O treinador foi preso em decorrência do depoimento de uma vítima que, por acaso, reconheceu Marci em um bar. O homem teria sofrido abuso sexual 29 anos antes, no vestiário, após um treino. Depois da denúncia, a polícia surpreendeu o pedófilo em sua casa, na companhia de outro jovem.

No apartamento foram apreendidas centenas de fitas de vídeos com imagens de seus encontros com os jogadores de futebol de sua equipe. “Outro dia, no final do interrogatório, ele prometeu que, quando nos encontrássemos, me explicaria tudo”, acrescentou Taggiasco. Marci, possivelmente, teria tido um passado conturbado, tendo sido ele próprio vítima de violência sexual. “Um incidente que evidentemente marcou sua vida, no entanto, não justifica o que ele fez, mas explica tudo”, disse o advogado.

(Com ANSA)

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